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Seminário discute perspectivas e soluções para a extensão rural em MG

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O serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) surgiu no Brasil em 1948 com a fundação da Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado de Minas Gerais (Acar-MG) que, em 1975, se transformou na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), cujo aniversário é comemorado no 6 de dezembro. Ao longo desses 75 anos, o trabalho de extensão vem trazendo muito desenvolvimento para o campo. Para relembrar toda essa história e pensar o futuro, será realizado o “Seminário 75 anos da Ater Pública Governamental: Inovações e Soluções”, nos dias 5 e 6 de dezembro no Tauá, em Caeté. O evento será transmitido ao vivo no canal da Emater-MG no YouTube.

O objetivo do seminário é propiciar o debate qualificado entre atores estratégicos do setor, abordando cenários, perspectivas e soluções para a Ater pública governamental mineira. Durante o evento, também será comemorado o aniversário da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), que atualmente tem convênio com 811 municípios do estado, mais de 94% de cobertura, beneficiando anualmente mais de 350 mil produtores rurais com assistência técnica e extensão rural, públicas.

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De novembro de 2022 a outubro de 2023, foram cerca de 2,7 milhões de atendimentos prestados a agricultores familiares e suas organizações. Na agenda ambiental, a Emater–MG desenvolve diversas ações no Estado, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis, como para a implementação de práticas de conservação e recuperação ambiental.

A empresa também atua ao lado das secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura, em ações de recuperação das sub-bacias hidrográficas de Minas Gerais como o Projeto de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco e aderiu ao Pacto Global, da Organização das Nações Unidas (ONU). Um importante impulso para o crescimento da empresa no último ano foi a parceria estabelecida com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), que tem beneficiado mais de 3 mil escolas e 16 mil agricultores familiares.

Durante o seminário, serão abordados temáticas como o perfil da Agricultura Familiar no século XXI – desafios e tendências, o desenvolvimento sustentável local/territorial e a agricultura familiar; segurança alimentar: consumo e produção de alimentos no mundo e no Brasil, novas tecnologias do agronegócio, inclusão digital no meio rural, empreendedorismo e associativismo, protagonismo de jovens e mulheres rurais e políticas públicas, além de práticas inovadoras de Ater (programação completa abaixo).

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Também haverá uma Feira da Agricultura Familiar, com apresentações culturais. No último dia do evento, também haverá a assinatura do contrato entre a Emater-MG e a Secretaria de Estado de Educação para o Fortalecimento do PNAE e os lançamentos da Plataforma Édocampo (comércio eletrônico) e do Catálogo de Produtos e Serviços Turísticos.

O “Seminário 75 anos da Ater Pública Governamental: Inovações e Soluções” é uma realização da Emater-MG, Seapa e Governo de Minas, com apoio da BB Seguros, Cemig, Copasa, Banco do Nordeste, Sicredi e Sicoob.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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