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São Paulo tem dez programas abertos para parcerias com Ministério da Agricultura

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disponibilizou para o Estado de São Paulo dez programas para parcerias com prefeituras, governo estadual, consórcios públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista e organizações da sociedade civil. Em todos eles, é necessário que a liberação do recurso ocorra por meio de emenda parlamentar.

De acordo com Guilherme Fracarolli, chefe do Núcleo de Análise e Acompanhamento de Convênios (Nuac) da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP), os recursos podem ser aplicados em equipamentos, execução de custeio, obras e serviços de engenharia, dependendo do programa.

Os instrumentos variam. O modelo pode ser contrato de repasse, convênio ou termo de fomento. Em geral, os convênios contemplam a compra de implementos agrícolas pelas prefeituras. Os chamados contratos de repasse, semelhantes aos convênios, são usualmente destinados a obras. O termo de fomento é uma modalidade que visa estimular algumas ações relacionadas à agropecuária nos municípios através de Organizações da Sociedade Civil.

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O primeiro programa foi liberado para São Paulo em 4 de março e o último, em aberto, finaliza em 31 de maio. Todos podem ser consultados na plataforma Transferegov.

Além de intermediar os repasses, a Divisão de Desenvolvimento Rural (DDR) da Superintendência monitora e fiscaliza se os recursos têm sido aplicados nas ações previstas. “É fundamental que prefeitos, consórcios e organizações da sociedade civil mobilizem os deputados e senadores de suas regiões para viabilizar os repasses por meio das emendas parlamentares”, disse o superintendente Guilherme Campos.

Fonte: Assessora de Comunicação Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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