AGRONEGÓCIO

Santa Catarina Avança com Inclusão da Secretaria da Agricultura no Sistema Ambiental

Publicado em

Santa Catarina, reconhecida por seu caráter inovador, dá mais um passo significativo em defesa do setor rural. O estado já havia se destacado com o Código Ambiental de Santa Catarina, publicado em 13 de abril de 2009. Este foi o primeiro código ambiental estadual no Brasil, influenciando a criação do Código Florestal Brasileiro. Conhecido como Código Barriga-Verde, a Lei nº 14.675 é considerada uma das legislações mais importantes para a agricultura no país.

Recentemente, Santa Catarina avançou ainda mais com a aprovação de um novo projeto de lei que reflete o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na gestão ambiental. A Assembleia Legislativa aprovou o projeto do deputado Altair Silva, que incorpora a Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR) ao Sistema Estadual do Meio Ambiente (SISEMA).

O governador em exercício, Mauro de Nadal, sancionou a Lei nº 18.973 em 11 de julho de 2024. Esta legislação permitirá que a SAR participe da gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), do Programa de Regularização Ambiental (PRA), da Certificação das Cotas de Reserva Ambiental (CRA) e das Políticas de Desenvolvimento Rural Sustentável do Estado. A medida visa acelerar a homologação dos 397.731 cadastros ambientais rurais existentes em Santa Catarina.

Leia Também:  Com agricultura regenerativa, produtor de Batatais (SP) aumenta produtividade e eficiência em suas lavouras de cana-de-açúcar

Instituído pela Lei nº 12.651/2012, o Cadastro Ambiental Rural é um registro público eletrônico nacional obrigatório para todos os imóveis rurais. O CAR tem como objetivo integrar as informações ambientais das propriedades rurais, formando uma base de dados essencial para o controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, além do combate ao desmatamento.

Para se inscrever no CAR, os proprietários ou possuidores de imóveis rurais devem acessar o site www.car.gov.br e fornecer informações sobre áreas de reserva legal, de uso restrito, de preservação permanente e de vegetação nativa. A inscrição e homologação no CAR permitem acesso aos benefícios do Programa de Regularização Ambiental, redução de juros em operações de crédito rural e oferecem segurança jurídica aos produtores e empreendedores rurais.

A inclusão da Secretaria da Agricultura e Pecuária no SISEMA representa um avanço significativo para o setor rural catarinense. A nova lei promete maior agilidade na homologação dos cadastros ambientais e uma gestão mais eficaz das políticas de desenvolvimento rural sustentável. Com essa medida, Santa Catarina reforça seu compromisso com a preservação ambiental e proporciona aos produtores rurais uma maior segurança jurídica e acesso a benefícios econômicos. Este avanço solidifica o estado como um exemplo de equilíbrio entre produção agrícola e conservação ambiental, promovendo um futuro mais sustentável e próspero para todos.

Leia Também:  Safra de grãos da Ucrânia pode cair 10% em 2025, alerta ministro da Agricultura

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Safra de grãos da Ucrânia pode cair 10% em 2025, alerta ministro da Agricultura

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Potencial da agricultura brasileira desperta interesse e gera oportunidades aos indianos

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA