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HMC recebe visita técnica para avaliação e busca de soluções de desafios enfrentados pela saúde pública de Cuiabá

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O Hospital Municipal de Cuiabá Dr.Leony Palma de Carvalho recebeu, na manhã desta quinta-feira (12), uma visita técnica com a presença do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do promotor de Justiça Milton Mattos, representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), do juiz da 1ª Vara da Saúde, Agamenon Alcântara, do Secretário Municipal de Saúde, Deiver Teixeira, além dos diretores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Paulo Ponce, diretor Geral, Ana Paula Ricci, diretora Financeira e Anderson Ferreira Torres, diretor técnico, que acompanhou toda a equipe durante a visita. O objetivo da ação foi o de realizar apontamentos que serão apresentados em uma reunião, agendada para a próxima segunda-feira, com a participação dos poderes envolvidos, do Estado e dos futuros gestores municipais.

A visita técnica à maior unidade de saúde pública da capital, que também atende pacientes de todo o estado de Mato Grosso, teve como objetivo avaliar as condições da unidade, identificar falhas estruturais e operacionais, e buscar soluções para os problemas enfrentados no atendimento à população. O HMC tem se tornado um ponto crítico, com superlotação e desafios de gestão, além de receber pacientes de diversas regiões do estado, com uma ocupação de quase 40% de pessoas vindas do interior. Atualmente, o hospital atende cerca de 30% a mais que sua capacidade.

Após a inspeção, o desembargador Orlando Perri avaliou a visita como altamente produtiva, destacando a importância da colaboração entre os diferentes poderes e órgãos envolvidos. “A atuação conjunta é essencial para que possamos resolver de forma efetiva os problemas da saúde pública em Cuiabá, que impactam diretamente a vida dos cidadãos e também de todo o estado, já que o HMC recebe pacientes de diversas cidades de Mato Grosso. Esta visita foi uma oportunidade para que todos possamos entender a realidade da unidade e, de forma integrada, propor soluções rápidas e eficazes”, afirmou Perri.

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Durante a visita, os representantes das instituições percorreram as instalações do hospital, conversaram com os profissionais de saúde e discutiram os principais pontos críticos da unidade, como a superlotação, a falta de leitos, a escassez de recursos e a necessidade de investimentos em infraestrutura e equipamentos médicos. A presença do juiz Agamenon Alcântara foi fundamental para reforçar a importância da judicialização das questões de saúde pública e a necessidade de um acompanhamento rigoroso das condições de atendimento nas unidades de saúde. Também foi discutido o alto custo ao município das Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), que são equipamentos essenciais nos tratamentos médicos, odontológicos, de reabilitação, diagnósticos e terapêuticos.

O secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Deiver Teixeira, também comentou a importância da visita técnica. “Este é um momento de grande importância para a gestão pública da nossa saúde, pois nos permite estar de perto com os órgãos fiscalizadores, o Judiciário e o Ministério Público, para juntos encontrarmos as melhores soluções. Sabemos que os desafios são grandes, mas estamos trabalhando para melhorar a infraestrutura e os recursos do HMC. Essa interação com os órgãos responsáveis é fundamental para construirmos soluções coletivas e, assim, garantir um atendimento de saúde de qualidade à nossa população”, afirmou Teixeira.

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A visita técnica serviu como ponto de partida para uma reunião que acontecerá na próxima segunda-feira, com representantes da atual gestão e dos nomeados como próximos gestores pelo prefeito eleito Abílio Brunini. Segundo Deiver Teixeira, essa reunião permitirá que a pasta apresente tudo o que já foi realizado até aqui, para que os próximos gestores tenham dados suficientes para continuar conduzindo a saúde de forma eficiente.

Ainda segundo Perri, a expectativa é de que, após a análise dessa visita, sejam adotadas medidas urgentes para melhorar a qualidade do atendimento no HMC e em outras unidades de saúde da cidade. A promessa é de um acompanhamento contínuo e ações coordenadas para resolver os problemas de longo prazo. Sobre as dificuldades na relação entre o Estado e o Município na administração da saúde pública, Perri acredita que chegou o momento de ambas as partes trabalharem juntas em prol da população, deixando de lado interesses políticos. “O Judiciário, junto com o Ministério Público e o Tribunal de Contas, busca construir as pontes necessárias para que o Estado e o município possam ter o diálogo necessário. Para a próxima semana, convocamos tanto o atual prefeito quanto o prefeito que assumirá no dia 1º de janeiro para uma reunião, onde vamos debater e buscar soluções para a crise na saúde de Cuiabá. Esperamos que eles participem, para que, juntos, possamos encontrar as soluções necessárias”, garantiu o desembargador.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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