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Safra de Uvas no Rio Grande do Sul: Expectativa de Bons Resultados, Mas Cuidados com o Clima São Necessários

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A safra de uvas no Rio Grande do Sul apresenta um cenário favorável, com bom desenvolvimento das videiras nas diversas regiões do estado, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar. A produtividade das lavouras segue positiva, com destaque para as regiões de Santa Rosa e Passo Fundo.

Em Santa Rosa, a produtividade das videiras americanas é promissora, com as plantas em fase de brotação e reprodutiva. As condições climáticas favoráveis, com períodos de tempo seco, têm contribuído para a redução da pressão de fungos, permitindo que as videiras sigam com boa sanidade. Além disso, a suspensão temporária dos tratos fitossanitários tem ajudado no bom andamento da safra até o momento, especialmente durante a fase de enchimento das bagas.

Já em Passo Fundo, as videiras estão no estágio de desenvolvimento dos cachos, logo após a floração, uma fase crucial para determinar o tamanho, a qualidade e o potencial produtivo dos frutos. Contudo, o acúmulo de água e nutrientes nas bagas torna as plantas mais suscetíveis a doenças e pragas, especialmente devido ao aumento da densidade da folhagem e às condições climáticas úmidas da região.

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Para mitigar esses riscos, os produtores têm monitorado atentamente a presença de pragas e doenças nas lavouras, adotando tratamentos fitossanitários conforme o calendário e as orientações agronômicas. Dessa forma, continuam atentos ao equilíbrio necessário entre o clima e os cuidados fitossanitários para garantir uma colheita saudável e produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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