AGRONEGÓCIO

Perdas por enchentes no RS levam AgResource a reduzir estimativa para safra de soja no Brasil

Publicado em

A safra de soja no Brasil foi reduzida para 144,59 milhões de toneladas para o ciclo 2023/24, uma diminuição de 870 mil toneladas em comparação com a previsão anterior, de acordo com estimativa da consultoria AgResource. A revisão se deve, principalmente, às perdas causadas por enchentes no Rio Grande do Sul, que afetaram lavouras ainda não colhidas.

Segundo Raphael Mandarino, diretor-geral da AgResource Brasil, a consultoria estimou que as enchentes no Rio Grande do Sul provocaram uma perda de 1,325 milhão de toneladas de soja. A redução da estimativa da safra nacional foi menor do que o total de perdas para o Estado gaúcho, pois houve um aumento na projeção da área plantada em outras regiões do Brasil. No entanto, Mandarino ressaltou que os números para o Rio Grande do Sul são preliminares, e a contabilização das perdas pode levar semanas.

Dados da Emater, órgão de assistência técnica do Rio Grande do Sul, indicam que cerca de 75% das áreas plantadas foram colhidas antes das enchentes. Mandarino explicou que a projeção de perdas foi baseada apenas nas áreas ainda não colhidas, e advertiu que essas perdas podem ser ainda maiores.

Leia Também:  Mercado de máquinas agrícolas usadas cresce 30% em 2025 e mantém ritmo forte em 2026

Apesar da redução na estimativa, o Rio Grande do Sul permanece como o segundo maior produtor de soja do Brasil, com uma previsão de 20,1 milhões de toneladas, atrás apenas do Mato Grosso. Antes das enchentes, o Estado estava a caminho de uma colheita recorde de quase 22 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A consultoria também estimou uma redução de cerca de 830 mil toneladas na safra de milho do Rio Grande do Sul, com projeção de 4,4 milhões de toneladas. O Estado, que não tem segunda safra de milho, é o maior produtor do cereal na safra de verão do Brasil. O país, no entanto, produz a maior parte do seu milho na segunda safra, que responde por cerca de 75% da produção nacional. Com isso, a AgResource agora estima a safra total de milho do Brasil em 113 milhões de toneladas, representando uma redução de 0,95% em relação à previsão anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Lula sobrevoa áreas atingidas por enchentes no Rio Grande do Sul

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

Published

on

Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

Leia Também:  Abertura da safra de soja 24/25 destaca expansão agrícola e desafios do Matopiba

Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

Leia Também:  StoneX reduz previsão novamente e descarta safra recorde de soja no Brasil

Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA