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Safra de Trigo 2026 Deve Cair no Brasil com Redução de Área e Produtividade

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Produção Nacional de Trigo em Queda em 2026, Segundo Conab

A safra brasileira de trigo em 2026 deve ser menor do que a registrada no ciclo anterior. De acordo com relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 6,9 milhões de toneladas do grão, volume 12,3% inferior à produção de 2025.

A redução é resultado de uma combinação de fatores, entre eles o clima desfavorável em importantes regiões produtoras e a queda nos preços de mercado, que reduzem o interesse dos agricultores em ampliar o plantio.

Área Plantada e Produtividade Sofrem Redução

As projeções da Conab indicam retração também na área cultivada e na produtividade. O levantamento estima que a área destinada ao cereal será de 2,318 milhões de hectares, o que representa queda de 5,2% em relação à temporada anterior.

A produtividade média nacional deve ficar em torno de 2,978 toneladas por hectare, apresentando recuo de 7,5% na comparação anual. Para a Conab, o cenário reflete a cautela do produtor rural, que enfrenta margens mais apertadas e maiores riscos climáticos, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.

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Mercado Interno Opera com Negociações Lentas

No mercado doméstico, o ritmo de negócios segue contido. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) apontam que os preços do trigo permaneceram estáveis na última semana, embora as negociações sigam lentas.

O principal motivo, segundo o Cepea, é a dificuldade de alinhamento entre vendedores e compradores, o que tem postergado o fechamento de novos contratos e limitado a formação de lotes.

Farinha e Farelo de Trigo Sofrem Queda nas Cotações

O impacto da retração no setor também é sentido nos derivados. Levantamento do Cepea mostra que as cotações das farinhas continuam em queda, sinalizando pressão sobre os preços da indústria e do atacado. A tendência reflete o ajuste entre oferta e demanda e as incertezas sobre a próxima safra.

Já o farelo de trigo, que vinha apresentando desempenho mais firme nas últimas semanas, também registrou recuo moderado. O movimento é interpretado como um ajuste natural do mercado, após sucessivas altas recentes.

Perspectivas: Clima e Custos Determinam o Ritmo da Comercialização

Com uma safra menor e negociações mais lentas, o setor tritícola brasileiro segue em compasso de espera. Produtores e indústrias acompanham de perto a evolução climática nas regiões produtoras e o comportamento dos preços internacionais, que influenciam diretamente a formação de preços internos.

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A expectativa é de que as decisões de compra e venda continuem cautelosas nos próximos meses, enquanto o mercado busca novos pontos de equilíbrio em um cenário de margens pressionadas e custos elevados de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

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O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

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A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

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Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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