AGRONEGÓCIO

Safra de grãos de Minas Gerais deve atingir 13,6 milhões de toneladas

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A safra mineira de grãos para o ciclo 2023/2024 poderá chegar a uma produção de 13,69 milhões de toneladas, numa área cultivada de 3,25 milhões de hectares.

Os dados são do Primeiro Levantamento da Safra de Grãos e Café 2023/2024 feito pela Emater-MG, divulgados durante a inauguração da nova sede da Unidade Regional (Uregi) da empresa em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.

Apesar de ter ocorrido pequeno aumento de área cultivada, de 2,75%, a empresa estima que haverá ligeira queda de 5,45% na produção se comparado a safra 2022/2023, que foi em torno de 14,4 milhões de toneladas.

O relatório foi elaborado com informações coletadas no período de 16/11 a 15/12.

As culturas acompanhadas pela empresa mineira de extensão rural em todas as regiões do estado são: algodão, amendoim, arroz, feijão primeira safra, milho grão primeira safra, milho silagem, soja e café.

“Os dados estimados foram coletados pelos extensionistas da Emater-MG em mais de 814 municípios mineiros, sendo consolidados pelo Departamento Técnico da empresa por meio do sistema de acompanhamento de safras”, explica o gestor de acompanhamento de safras da Emater-MG, Thiago Emmanuel de Almeida.

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Expectativa

A primeira safra de milho deve chegar a 5,26 milhões de toneladas em Minas Gerais. Segundo dados analisados até agora, a produtividade média estimada é de 6,7 mil kg do grão por hectare.

A cultura teve uma redução de área plantada de 26%, passando de 826 mil hectares na safra 2022/2023 para 784 mil hectares na safra 2023/2024.

No caso da soja, a produtividade média estimada é de 3,496 kg por hectare, com 2,1 milhões de hectares plantados, e produção total estimada em 8,07 milhões de toneladas.

Já o feijão primeira safra apresenta redução significativa de 25% de área plantada se comparado com o mesmo período da safra passada (outubro, novembro e dezembro), quando a área plantada era de 107 mil hectares. Até o fechamento deste relatório, a estimativa era de 80 mil hectares semeados.

Mas, devido a aumento de produtividade (2,34%), a produção deverá ser de 182,11 mil de toneladas, ou seja, apenas 1,60% inferior ao ano passado.

A expectativa de produção de café é na ordem de 30,06 milhões de sacas, o que representa incremento de 5,2% em comparação ao volume colhido na safra 2022/23 (28,49 milhões).

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A área em produção está estimada em 1,095 milhão de hectares, apresentando crescimento de 1,7% comparativamente à safra 2022/2023 cuja área de produção foi de 1,076 milhão de hectares.

Com Agência Minas

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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