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Inicia o Plantio do Algodão na Região 4 de Goiás com Regras Rígidas para Controle do Bicudo-do-Algodoeiro

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Plantio do Algodão Começa em 97 Municípios Goianos

O calendário oficial de semeadura do algodão começou nesta quarta-feira (21/1) na Região 4 de Goiás, após o fim do vazio sanitário, encerrado no dia anterior. A autorização vale até 15 de abril, conforme a Instrução Normativa (IN) nº 5/2025 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

A medida é considerada fundamental para o controle do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura, e vale para 97 municípios (confira a lista completa no documento da Agrodefesa).

Safra 2025/26 Deve Render 136 Mil Toneladas em Goiás

Segundo o 4º Boletim da Safra 2025/26 divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), as lavouras goianas devem alcançar 136 mil toneladas de algodão, com média de produtividade de 4,5 toneladas por hectare.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou a importância de seguir o calendário para garantir bons resultados.

“Para atingirmos esses números, é essencial que o produtor respeite o calendário de semeadura e adote o manejo correto para evitar a proliferação do bicudo-do-algodoeiro”, ressaltou.

Uniformidade no Plantio é Chave para o Controle da Praga

De acordo com o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o plantio uniforme dentro da mesma janela é uma das estratégias mais eficazes no combate ao bicudo.

“Quando todos os produtores de uma região semeiam ao mesmo tempo, considerando o clima e o ciclo da cultura, reduzimos a disponibilidade de alimento e locais de reprodução para o inseto”, explicou.

Cadastro das Lavouras É Obrigatório

A IN nº 5/2025 determina que o cadastro das lavouras de algodão deve ser feito até 30 dias após a semeadura por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), disponível em sidago.agrodefesa.go.gov.br.

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O coordenador do Programa de Algodão da Agrodefesa, Maxwell Carvalho, orienta que o procedimento seja realizado diretamente na plataforma, com login e senha individuais.

O produtor deve informar:

  • Área plantada;
  • Tipo de sistema de cultivo (irrigado ou sequeiro);
  • Cultivar utilizada;
  • Data do plantio e previsão de colheita;
  • Coordenadas geográficas da lavoura.

Após o preenchimento, é gerado um boleto da taxa de registro, que precisa ser pago para validar o cadastro.

Regras Atualizadas para o Transporte de Algodão

Além do cadastro, os produtores devem ficar atentos às novas regras para transporte de algodão, também previstas na IN nº 5/2025 e em vigor desde agosto de 2025.

As normas estabelecem critérios mais rigorosos para o transporte de fardos e caroço de algodão, além de operações em algodoeiras e confinamentos, locais que podem facilitar a sobrevivência e disseminação do bicudo-do-algodoeiro.

Municípios Abrangidos

A Região 4 de Goiás compreende 97 municípios, incluindo Adelândia, Anicuns, Ceres, Goianésia, Jaraguá, Itapuranga, Porangatu, São Miguel do Araguaia, Uruaçu, Vila Propício, entre outros.

A lista completa está disponível no portal da Agrodefesa, junto à íntegra da Instrução Normativa nº 5/2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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