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Safra 2024/25: Usinas de Alagoas projetam moagem de 20,8 milhões de toneladas de cana

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Com o início da safra 2024/25 prestes a ocorrer, as usinas do setor sucroenergético em Alagoas já se preparam para dar início ao novo ciclo de moagem a partir da próxima semana. Segundo o primeiro boletim divulgado pelo Sindaçúcar-AL, a expectativa é que sejam processadas 20,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Neste mês de agosto, as usinas Pindorama e Santo Antônio serão as primeiras a iniciar a moagem, nos dias 26 e 27, respectivamente. As demais unidades devem ativar suas caldeiras ao longo de setembro.

O levantamento, baseado nos números fornecidos pelas próprias usinas, indica que apenas uma das 15 unidades envolvidas no novo ciclo deverá registrar uma redução no volume de cana esmagada. Em comparação à safra 2023/24, que processou pouco mais de 19,3 milhões de toneladas, a expectativa é de um crescimento de 8,1% para o ciclo 2024/25.

De acordo com o boletim técnico do Sindaçúcar-AL, a produção de açúcar deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, sendo que quase 1,3 milhão de toneladas será do tipo VHP e mais de 477 mil toneladas do tipo cristal. Na safra anterior, a produção superou 1,5 milhão de toneladas, o que representa uma estimativa de crescimento de 15,6% entre os dois ciclos.

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Além disso, as usinas preveem a produção de quase 470 milhões de litros de etanol durante a safra 2024/25, com 12 das 15 unidades em operação dedicadas à fabricação do biocombustível. Em comparação ao ciclo 2023/24, que produziu pouco mais de 452 milhões de litros, a variação positiva prevista é de 3,7%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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