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Relatório da Safra 2024/25: Açúcar e Etanol no Centro-Sul do Brasil

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A Consultoria Agro do Itaú BBA divulgou um relatório detalhado sobre o desenvolvimento da safra sucroalcooleira 2024/25 no Centro-Sul do Brasil. Em 16 de junho, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) apresentou estatísticas que mostram um início de safra promissor, com um ritmo de moagem elevado.

Forte Ritmo de Moagem

Entre 1º de abril e 1º de junho de 2024, o volume de cana-de-açúcar moído atingiu 140,7 milhões de toneladas, representando um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho é atribuído ao grande volume de cana disponível e ao clima relativamente seco. A produção de açúcar acumulada está quase 12% acima do mesmo período da safra 2023/24, totalizando 7,8 milhões de toneladas. A produção de etanol também apresentou crescimento, com 6,5 bilhões de litros destilados, um aumento de 10,5%.

Preocupações com a Qualidade da Cana

No entanto, o relatório trouxe preocupações específicas sobre a segunda quinzena de maio de 2024. A qualidade da matéria-prima mostrou-se inferior, com o nível de sacarose na cana atingindo 129,8 kg ATR por tonelada, 3,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2023. Além disso, o mix de produção de açúcar foi ligeiramente menor, resultando em uma produção de 2,7 milhões de toneladas, 8% inferior ao ano passado.

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Perspectivas para a Safra 2024/25

Apesar dos desafios, o aumento dos preços do açúcar e do etanol nos últimos anos tem melhorado a atratividade do cultivo de cana-de-açúcar. A área colhida deve aumentar em 200 mil hectares, alcançando 7,7 milhões de hectares. A idade média dos canaviais continua a diminuir, o que promete maior produtividade potencial, estimada em 78,3 toneladas por hectare, 0,6 toneladas acima da safra passada.

Fatores Climáticos e Produtividade

A produtividade final observada dependerá de vários fatores, incluindo chuvas, temperatura e uso de insumos. As chuvas entre dezembro de 2023 e abril de 2024 ficaram abaixo da média, impactando negativamente a produtividade agrícola. Com isso, a produtividade média projetada para a safra 2024/25 é de 79,9 toneladas por hectare, 8% menor que na safra anterior. Estima-se que a moagem total atinja 615 milhões de toneladas de cana, uma queda de 6%.

Maximização da Produção de Açúcar

O mix de produção de açúcar deve se manter próximo da capacidade máxima da indústria, com uma projeção de 50,8%, ligeiramente acima da última safra. A produção de açúcar é estimada em 41,4 milhões de toneladas, uma queda de 2,5% em relação ao ano anterior. A produção de etanol de cana deve diminuir 9,7%, totalizando 24,7 bilhões de litros.

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Crescimento do Etanol de Milho

Em contrapartida, a produção de etanol de milho deve crescer 18%, alcançando 7,4 bilhões de litros. Com isso, a produção total de etanol deve ser de 32,1 bilhões de litros, 4,5% menor que na safra 2023/24.

O relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA aponta para uma safra 2024/25 desafiadora, com oscilações na qualidade da matéria-prima e ajustes nas projeções de produção. A contínua monitorização das condições climáticas e dos mercados será crucial para o setor sucroalcooleiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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