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Relatório StoneX: Perspectivas para o mercado global de açúcar na safra 2024/2025

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O mais recente relatório da StoneX sobre as estimativas do saldo global de açúcar para 2024/25 (outubro a setembro) prevê um superávit entre oferta e demanda para o próximo ciclo. O relatório destaca a recuperação de importantes safras, como Tailândia e México, e o crescimento continuado de outros mercados como China e União Europeia.

O índice NY#11, contrato futuro do açúcar em Nova Iorque, entrou em tendência de baixa a partir de abril, caindo 281 pontos ao longo do mês, refletindo uma conjuntura de mercado que indica um superávit. Além disso, o início da nova safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, com expectativa de alta produção, reforça essa tendência baixista, apesar da posição “neutra” de especuladores em relação ao mercado.

O relatório observa que, apesar da previsão de superávit para 2024/25, a estimativa não deve repetir o alto volume observado em 2023/24. Em 2023/24, o Brasil teve uma safra recorde, contribuindo para um superávit de 3,86 milhões de toneladas de açúcar no calendário internacional. No entanto, em 2024/25, espera-se que o superávit seja mais modesto, com uma estimativa de 2,5 milhões de toneladas, promovendo um novo ciclo de elevação nas reservas globais de açúcar.

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A Índia liberou uma pequena cota de exportação para as Maldivas no início de abril, mas, no geral, manteve as exportações zeradas devido a uma temporada difícil, especialmente após um 2023 marcado por seca. Além disso, o foco crescente no mercado de etanol desvia a cana-de-açúcar do açúcar para a produção de combustível.

Por outro lado, a Tailândia deve ser um dos principais contribuintes para o aumento da oferta em 2024/25, devido à recuperação na área de cana e produtividade, em parte, graças ao fenômeno climático La Niña. A Tailândia deve expandir sua produção para 10,8 milhões de toneladas, uma expansão anual de 23,1%, tornando-se um player-chave no mercado global de açúcar.

Na China, a recuperação da produção é esperada, mas não suficiente para atender à demanda interna, mantendo o país como um dos maiores importadores de açúcar. Com as reservas em baixa e a crescente demanda, a expectativa é de que as importações chinesas se mantenham robustas, estimuladas pela queda nos preços internacionais do açúcar.

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Em resumo, o relatório da StoneX mostra que, embora o superávit global de açúcar seja esperado para 2024/25, há nuances regionais que refletem a complexidade do mercado. A queda na produção indiana e a recuperação da Tailândia, combinadas com uma demanda crescente na Ásia e África, indicam um cenário dinâmico que deve ser monitorado de perto por produtores, exportadores e investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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