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Paraná lança Rota da Uva & Vinho para fortalecer vitivinicultura e impulsionar o turismo rural

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O Governo do Paraná lançou oficialmente, nesta terça-feira (24), a Rota da Uva & Vinho Paraná, iniciativa que pretende organizar e fortalecer a vitivinicultura no Estado, integrando turismo rural, cultura e economia regional. O evento de lançamento ocorreu no Memorial de Curitiba e marcou o início de um circuito que reúne propriedades, vinhedos e vinícolas em um mapa digital interativo, com informações turísticas, históricas e regionais.

Rota integra 60 propriedades em 30 municípios paranaenses

Com cerca de 60 propriedades listadas em 30 municípios, a Rota da Uva & Vinho abrange desde a Região Metropolitana de Curitiba até o Oeste e Sudoeste do Estado. Os participantes foram validados tecnicamente pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, garantindo padrões de estrutura, segurança e atendimento ao público.

Entre as cidades participantes estão Apucarana, Araucária, Bituruna, Campo Largo, Colombo, Francisco Beltrão, Marialva, Morretes, Ponta Grossa, Quatro Barras, São José dos Pinhais e União da Vitória, entre outras. Novos produtores interessados podem procurar os escritórios regionais do IDR-PR para aderir ao projeto.

Governo aposta no enoturismo como motor de desenvolvimento regional

Durante o lançamento, o governador em exercício, Darci Piana, destacou que a iniciativa vai muito além do setor vitivinícola.

“A Rota Uva & Vinho traz desenvolvimento para diversas áreas: serviços, hotelaria e gastronomia. Em 2019, tínhamos meia dúzia de municípios produtores de uva. Hoje, já são 154. É um salto que combina turismo e produção”, afirmou.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, explicou que o projeto faz parte dos programas Revitalização da Viticultura Paranaense (Revitis) e Turismo Rural, que articulam ações de produção, comercialização, agroindustrialização e experiências turísticas no campo.

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Criado em 2019, o Revitis já investiu mais de R$ 9 milhões e beneficiou 444 produtores familiares, incentivando o cultivo de uvas, vinhos, sucos e derivados. O programa atua em quatro eixos principais: pesquisa e produção, comercialização, turismo e apoio à agroindústria.

Rota da Uva & Vinho une tradição, turismo e inovação no campo

Segundo o secretário Marcio Nunes, a integração entre produtores, empreendedores e o setor público fortalece a economia e amplia as oportunidades no campo.

“Com essa rota, aproximamos bares, hotéis, restaurantes, pousadas e operadores de turismo dos produtores rurais. É um movimento que dá visibilidade e gera renda direta no meio rural”, destacou.

O projeto é resultado da cooperação entre a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o IDR-Paraná e a Associação dos Vitivinicultores do Paraná, e busca consolidar o enoturismo como política permanente de valorização das tradições e da agricultura familiar.

Experiências únicas e valorização das famílias produtoras

Com atividades como colha e pague, vindimas, degustações guiadas e passeios ao ar livre, a rota promete proporcionar experiências autênticas aos visitantes. O diretor-presidente do IDR-PR, Natalino Avance de Souza, afirmou que a proposta une o campo e a cidade em torno de um propósito comum.

“Estamos valorizando o meio rural e as famílias produtoras que têm no DNA o cultivo da uva. O projeto traz renda para o campo e oferece ao público urbano a oportunidade de conhecer o que o Paraná tem de melhor”, disse.

O coordenador estadual de Turismo Rural do IDR-PR, Sidney Valeriano, ressaltou que cada propriedade tem atrativos próprios, como gastronomia, piqueniques, paisagens e ensaios fotográficos, definidos por meio de análises personalizadas dos extensionistas.

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Vinopar celebra oportunidade para pequenos produtores

Para o presidente da Vinopar, Claudinei Bertoletti, a rota representa uma oportunidade de expansão e integração para os pequenos produtores.

“A Rota da Uva & Vinho vem para fortalecer o agricultor familiar, aquele que cultiva a uva, abre o restaurante na propriedade ou aposta no turismo rural. É uma cadeia colaborativa que cresce a cada dia”, afirmou.

Bertoletti, proprietário da Vinícola Bertoletti, destacou ainda que o Paraná já é reconhecido pela qualidade dos seus vinhos. Sua vinícola recebeu 12 prêmios na 10ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil 2025, reforçando a excelência do setor vitivinícola paranaense.

Produção de uva movimenta mais de R$ 320 milhões no Paraná

De acordo com dados do Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Valor Bruto da Produção (VBP) da uva no Estado alcançou R$ 323 milhões em 2024, com 45,8 mil toneladas produzidas.

Os municípios líderes na produção foram Marialva (R$ 94,9 milhões e 11 mil toneladas), Rosário do Ivaí (R$ 15,1 milhões e 1,8 mil toneladas) e Uraí (R$ 13,9 milhões e 1,6 mil toneladas).

Autoridades destacam integração entre turismo e agricultura

O evento de lançamento contou com a presença do secretário do Turismo, Leonaldo Paranhos, do secretário das Cidades, Guto Silva, do deputado estadual Fábio Oliveira, do diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, além de prefeitos, lideranças do agronegócio e representantes de entidades setoriais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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