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Relatório Avalia Avanços e Desafios de Empresas Latino-Americanas na Adoção de Políticas Livre de Gaiolas para Galinhas

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O bem-estar das galinhas poedeiras é seriamente comprometido pelo confinamento em gaiolas, uma prática que as priva de comportamentos naturais essenciais, como a construção de ninhos, a procura por alimento e a realização de banhos de areia. Esse confinamento, comum na indústria de ovos, gera sofrimento físico e psicológico nas aves, levando a uma série de problemas de saúde, como distúrbios metabólicos, ósseos e articulares, além de prejudicar o sistema imunológico das galinhas.

Em resposta a essa realidade, a organização Mercy For Animals (MFA) lançou a quarta edição do Monitor de Iniciativas Corporativas pelos Animais (MICA 2024), que analisa o progresso das empresas latino-americanas no compromisso com práticas de bem-estar animal, especificamente no que diz respeito à eliminação do confinamento de galinhas em gaiolas. O relatório avalia 58 grandes companhias de diversos setores, como alimentos, varejo e hospitalidade, que operam em países latino-americanos, incluindo o Brasil.

A pesquisa revela que algumas das principais empresas, como Barilla, BRF, Costco e JBS, continuam liderando o movimento ao garantir uma cadeia de fornecimento 100% livre de gaiolas. Outras empresas, como Accor, Arcos Dourados e GPA, apresentaram progressos moderados, com 36% a 65% de seus ovos provenientes de galinhas não confinadas. Já marcas como Kraft-Heinz, Sodexo e Unilever mostraram avanços menores, com de 11% a 35% dos ovos provenientes de aves livres de gaiolas.

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Apesar dos avanços, algumas empresas ainda não reportaram progresso substancial. A Best Western e a BFFC, por exemplo, não divulgaram melhorias concretas, enquanto Assaí e Latam Airlines ainda não se comprometeram publicamente a adotar sistemas livres de gaiolas. Para Vanessa Garbini, vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da Mercy For Animals, as empresas líderes do ranking demonstram não apenas um forte compromisso com o bem-estar animal, mas também uma preparação estratégica para enfrentar regulamentações mais rigorosas que virão, evitando penalidades e preservando sua reputação.

Garbinini alerta que as empresas que não se comprometeram com a eliminação das gaiolas colocam em risco sua imagem e a confiança do consumidor. “É urgente que as empresas compreendam a necessidade de aderir ao movimento global sem gaiolas, a fim de reduzir o sofrimento animal e atender à demanda por práticas mais éticas”, afirmou.

O MICA 2024 adota uma metodologia baseada em análise de informações públicas de empresas, como relatórios anuais e de sustentabilidade, e oferece suporte proativo para as companhias durante o processo de avaliação. A transição para sistemas livres de gaiolas, segundo a ONG, não é apenas uma questão ética, mas também uma estratégia de negócios inteligente, que fortalece a competitividade e conquista a confiança dos consumidores. A América Latina, por sua vez, tem uma oportunidade única de liderar essa transformação, rumo a um futuro mais justo e sustentável para as aves e para o mercado.

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O relatório completo do MICA 2024 pode ser acessado no site da Mercy For Animals.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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