AGRONEGÓCIO

Setor de biodiesel se mobiliza para reverter importações e almeja aumento na mistura em 2024

Publicado em

O setor está empenhado em reverter a posição favorável à importação de biodiesel e busca assegurar um aumento na mistura obrigatória ao diesel fóssil de 12% para 15% no início do próximo ano.

A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) e entidades do setor produtivo, como Abiove, Aprobio e Ubrabio, intensificaram os esforços em prol dessas pautas com a alta cúpula do Palácio do Planalto. Recentemente, os temas foram discutidos com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O objetivo é criar um consenso governamental para a aprovação dessas propostas na próxima reunião do CNPE, que envolve 16 ministros de Estado.

Na semana anterior, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regulamentou a importação de biodiesel, permitindo que concorra com 20% do mercado nacional, enquanto os restantes 80% precisam ser adquiridos de pequenos produtores brasileiros. A medida foi uma resposta a uma decisão do CNPE em 2020.

O deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da FPBio, criticou a decisão do conselho de autorizar a importação de biodiesel, alegando que isso terá um impacto negativo na cadeia do biodiesel, semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite. Ele alertou que, em vez de aumentar o teor de mistura do biodiesel, o país enfrentará uma redução de B12 para B10 com a entrada de 20% de produto importado.

Leia Também:  Brasil tem aumento de 7% nas reservas provadas de petróleo em 2023

O setor busca a revisão da resolução do CNPE que abriu a possibilidade de importação, argumentando que a decisão atual acarretará prejuízos consideráveis.

Outro ponto de destaque é o aumento na mistura. O cronograma vigente prevê um aumento de 12% para 13% em março de 2024, com um acréscimo de 1 ponto percentual a cada ano. Os produtores buscam elevar esse índice para 15% já no próximo ano.

A proposta conta com a simpatia de alguns ministros do CNPE, mas o setor almeja que toda a administração governe de forma unificada. Alceu Moreira destacou a necessidade de uma posição consensual do governo. As discussões consideram ainda a possibilidade de elevar o índice para 13% em janeiro e para 14% em março, deixando o B15 para 2025.

Combustível do Futuro

As empresas produtoras de biocombustível também defendem maior previsibilidade para seus investimentos. Regras propostas pela FPBio, com um plano decenal para o setor, deverão ser incorporadas ao relatório do projeto de lei do “Combustível do Futuro” (PL 4516/2023), de autoria do Poder Executivo.

Leia Também:  Expectativas Positivas para o Mercado de Frango em Curto Prazo; Dólar Desperta Atenções

O projeto de Alceu Moreira estabelece em lei o cronograma para a elevação da mistura obrigatória de biocombustível ao óleo diesel, propondo o aumento para 15% em até 90 dias e um acréscimo gradual até atingir 20% três anos após a publicação da legislação. A matéria também prevê investimentos por uma década e questões de rastreabilidade do biodiesel.

Atualmente, a definição do percentual de mistura cabe ao CNPE, e o governo federal não deseja perder esse poder de barganha com o setor. Se o teor for previsto em lei, pode haver uma perda de influência política do CNPE sobre o assunto.

O tema permanece em aberto, com a possibilidade de estabelecer um piso para a mistura em lei, evitando cortes e reduções, como os ocorridos no governo anterior, sem definir a “escada” ao longo dos anos, que ficaria sob responsabilidade do conselho. Um representante do setor afirmou que o governo concorda com os 20% para a mistura, mas não deseja estabelecer isso em lei.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

SIAVS 2026 será a maior edição da história e reforça protagonismo global da proteína animal brasileira

Published

on

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) já se prepara para a maior edição de sua história. Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o evento será realizado nos dias 4, 5 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com expansão expressiva da área de exposição, maior presença internacional e programação técnica ampliada.

A edição de 2026 contará com 45 mil metros quadrados de área expositiva, um crescimento de 65% em relação ao evento anterior. A expectativa da organização é receber mais de 31 mil visitantes e empresas de mais de 60 países, consolidando o SIAVS como um dos principais encontros globais da cadeia de proteína animal.

Na edição de 2024, o evento registrou mais de 30 mil visitantes e 317 expositores, reforçando sua relevância como plataforma de negócios, inovação e relacionamento internacional no setor.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor brasileiro. “O SIAVS acompanha o crescimento e a transformação do setor de proteína animal brasileiro, ampliando seu papel como espaço estratégico para negócios, inovação, debates técnicos e relacionamento internacional”, destacou.

Leia Também:  Infraestrutura portuária deficiente impede embarque de mais de 350 mil sacas de café em maio e gera prejuízo milionário
Feira amplia exposição de tecnologias e soluções para o setor

A área de exposição reunirá empresas de diferentes segmentos da cadeia produtiva, incluindo saúde animal, genética, nutrição, automação, logística, equipamentos industriais e tecnologia aplicada à produção.

Entre as novidades desta edição está o “Supermercado sem proteína animal”, uma instalação conceitual e interativa que demonstra a relevância da proteína animal na oferta alimentar diária da população.

Outro destaque será o SIAVS Experience Biosseguridade, espaço imersivo dedicado à apresentação de protocolos sanitários, práticas de prevenção e medidas de controle adotadas pela cadeia produtiva brasileira.

Conteúdo técnico e inovação ganham protagonismo na programação

Além da feira de negócios, o SIAVS 2026 contará com uma programação técnica paralela, reunindo especialistas do Brasil e do exterior em congressos, fóruns e painéis temáticos.

Os debates abordarão assuntos estratégicos para o setor, como influenza aviária, biosseguridade, automação industrial, inteligência artificial aplicada à produção animal, sustentabilidade, ESG, comércio internacional, logística e inovação tecnológica.

Entre os destaques da programação está o SIAVS Talks, espaço dedicado à discussão de tendências e desafios da cadeia de proteína animal.

Leia Também:  Café inicia maio com leve alta em Nova York, mas safra brasileira limita reação dos preços

Também fazem parte da agenda o Projeto Produtor, que busca aproximar produtores rurais das inovações e debates do setor, e o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, iniciativa que reconhece estudos e pesquisas com potencial de impacto direto na avicultura, suinocultura e produção de proteína animal.

Agenda internacional reforça presença do Brasil no mercado global

A dimensão internacional do SIAVS 2026 será ampliada com ações realizadas em parceria com a ApexBrasil, voltadas ao fortalecimento das exportações e da imagem da proteína animal brasileira no exterior.

Entre as iniciativas está o Projeto Comprador, que promoverá rodadas de negócios entre exportadores brasileiros e importadores de mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio, África, América Latina e União Europeia.

O evento também prevê ações de relacionamento com produtores, pesquisadores, jornalistas internacionais e formadores de opinião ligados aos temas de alimentação, sustentabilidade e segurança alimentar.

Mais informações

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA