AGRONEGÓCIO

Recital fecha em grande estilo a programação de 2025 da Escola Municipal de Música

Publicado em

Já pensando em 2026, a Escola Municipal de Música da Prefeitura de Cuiabá, coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, emocionou o público, pais e professores com a apresentação do Recital Anual de fim de ano. Cerca de 50 alunos iniciantes, intermediários e alguns há mais tempo, liderados pelos professores especialistas em música, deram uma demonstração de que o aprendizado não tem idade e que a música integra, socializa e faz bem para o coração. O espetáculo foi realizado na quarta-feira (3), no Colégio Estadual Militar Dom Pedro II, na Av. Mato Grosso. Entre os participantes, realização de sonhos, superação e amor à música.

“Quero agradecer por este momento especial, a Deus e ao nosso time da Secretaria de Cultura, que preparou com muito carinho, muito esforço, mais um Recital, e ao prefeito Abilio Brunini, que nos oportuniza liderar essa equipe tão aguerrida, que, apesar dos desafios que nós enfrentamos neste primeiro ano de gestão municipal, tem se desdobrado com empenho para fazer o melhor por Cuiabá e pelo povo. E aí preciso registrar a minha admiração e o meu agradecimento aos professores de música (elencou cada um deles), a todos os alunos que acreditam na nossa proposta, que acreditam na Escola Municipal de Música. Uma ideia que surgiu no ano passado, pelas mãos do nosso amigo Justino Astrevo. Naquela ocasião, os professores já eram os professores de hoje, e é uma iniciativa que fizemos questão não apenas de dar continuidade, como estamos trabalhando arduamente para ampliar esse conceito da Escola Municipal de Música para mais bairros, para mais escolas, para mais alunos, porque é um projeto que já deu certo. Mais do que ensinar música, esse projeto é um projeto de transformação social”, destacou o secretário Municipal de Cultura, Johnny Everson.

Segundo ele, a criança que está ocupada aprendendo o instrumento, além de desenvolver um lado especial do cérebro, que é o lado da inteligência cognitiva, estará ocupada com coisas positivas, não ficando vulnerável ao alcance dos perigos que estão ao redor, presentes na sociedade e que não contribuem em nada, muitos alcançados pela internet.

“E a música vem para preencher esse tempo, essa atenção, esse calor. Vendo esse esforço da criança, do adolescente, para ser alguém melhor, um cidadão melhor. E por que não, um músico profissional muito em breve”, frisou Johnny Everson.

Também agradeceu às famílias que prestigiaram e ao público que compareceu para prestigiar o Recital, porque “sem vocês não teria sentido”, pontuou, lembrando do coordenador Neto Morais e da secretária-adjunta de Cultura, Vilmara Vidica, a quem fez questão de ressaltar que ela tem conexão total com o setor da cultura popular, com o setor da música, e tem trabalhado arduamente para que o projeto não só se mantenha, mas alcance outras escolas da cidade e amplie o número de vagas para mais crianças e adolescentes.

Leia Também:  WASDE: hEDGEpoint analisa as tendências para soja, trigo e milho

Vilmara também ressaltou a importância do trabalho. “É com enorme alegria e orgulho que celebramos hoje mais um Recital Anual da Escola Municipal de Música da Prefeitura de Cuiabá. Já pensando em 2026, podemos afirmar que este momento é um reflexo do compromisso que temos com a formação artística, com a promoção e valorização da cultura e com o desenvolvimento humano em nossa cidade”.

Para os professores da Escola Municipal de Música, a apresentação final é sempre de muita emoção.

“Chegar ao ponto de fazer esse Recital é uma realização para nós, professores, e para os alunos. É um sonho que muitos não acreditavam que um dia pudesse acontecer. Vencemos um desafio. E são muitos, desde a questão financeira da Prefeitura, que não teve como investir como necessário, e também dos alunos, que enfrentam desafios de locomoção para chegar até o local da aula”, relatou o professor Eduardo Santos.

Superação é o motivo de orgulho para muitos deles. Tem aluno da Serra de São Vicente que vem de ônibus escolar, depois pega outro ônibus até o centro para fazer aula de viola.

“Foi um ano de trabalho muito bom, o empenho deles, dos pais incentivando, trazendo na aula. O aprendizado e desenvolvimento deles foi grande. Ver este encerramento, como estão despertando para o lado musical, para mim, como profissional, é muito gratificante”, disse a professora Karol Bataioli.

“Professor se emociona muito, como os pais também. O coração fica a mil porque a gente quer o melhor para os alunos. Eles estão confiantes e vão mostrar o resultado final desse trabalho”, disse o professor Joel Amorim, pouco antes da apresentação.

Enzo Proença Regis de Campos Ormond toca flauta doce há 11 anos, sempre com o professor Fernando Reis, desde antes da Escola de Música, ainda na Escola Vitorino Monteiro da Silva, e gosta do que faz. A harmonia da flauta ele divide com o trabalho diário de caminhoneiro na cidade. No recital, era como se “estivesse em casa”. “É uma coisa que faço desde pequeno, corri atrás, batalhei, sempre tocando, me desestressa”, revelou. “Participei do primeiro recital, em junho, no Cine Teatro de Cuiabá, e foi muita emoção. Mas, para esta edição, o objetivo é arrasar, dando o meu melhor”.

Leia Também:  Tarifas comerciais, acordos globais e geopolítica redesenham cenário do agronegócio mundial, aponta Rabobank

O servidor público da rede municipal, Odovaldo Forte Daltro Júnior, depois de 20 anos com o saxofone guardado, voltou a tocar a convite do professor Fernando Reis, depois de acompanhar as apresentações de seus dois filhos, José Augusto, 13 anos, e João Lucas, de 11 anos, que tocam flauta. “Acabei aceitando o convite e comecei a tocar saxofone há cerca de um mês. Achei que estaria super enferrujado para tocar, mas com a ajuda do professor me dei bem. Hoje estou realizando um sonho, porque eu tinha 10, 12, 15 anos, e parei por 20 anos, construí família, filhos, instrumento guardado, e com o sonho de um dia tocar junto com meus filhos. E deu certo, vamos estar tocando juntos. É uma emoção fantástica, que transborda”.

Odilza Brasiliana da Costa Ferreira, 69 anos, está há três anos aprendendo violão. Começou por orientação médica, depois que o marido morreu há cerca de quatro anos. Ela ainda se emociona ao lembrar do companheiro, dizendo que eram muito ligados, foram casados por 50 anos. Modesta, não diz que sabe tocar, mas “que o violão e a música ajudam a viver”.

A servidora pública da educação, Josineia da Costa Ferreira, confirma: “A música enche o vazio do nosso coração”. Ela também tem o filho, Luiz Guilherme, 9 anos, na Escola Municipal de Música.

AMPLIAR O ATENDIMENTO

Ampliar as ações da Escola Municipal de Música é um dos desafios e perspectivas que a equipe anseia para 2026. Atualmente, os cursos são ofertados na sede da Secretaria de Cultura, no Museu de Imagem e do Som (Misc) e no Complexo Passaredo.

“Poder expandir esse ensino, essa filosofia de trabalho para toda Cuiabá. A cidade merece e é de grande valia a Escola de Música estar presente na cultura. Algo que há muito tempo queríamos. Somos professores formados em música, especialistas, cedidos pela Secretaria Municipal de Educação, e temos esse desejo de que o trabalho alcance mais alunos, o que também pensa o secretário Johnny Everson. A maioria dos alunos não teria condições de pagar pelo curso, que é ofertado gratuitamente pela Prefeitura de Cuiabá. Então, a Escola de Música é maravilhosa, daí ser importante essa expansão”, disse o professor Fernando Reis.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

Leia Também:  WASDE: hEDGEpoint analisa as tendências para soja, trigo e milho

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Preços mundiais dos alimentos se mantêm estáveis em novembro, diz FAO

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA