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Estimativa de produção de trigo no Brasil para 2024/25 cai para 8,59 milhões de toneladas

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A StoneX revisou para baixo sua estimativa de produção de trigo no Brasil para a safra 2024/25, com uma redução de 6,8% na projeção, passando de 9,22 para 8,59 milhões de toneladas. Esse corte reflete os danos causados por enchentes e inundações no Rio Grande do Sul, além de perdas no oeste de Santa Catarina, uma importante região produtora.

As recentes enchentes no Rio Grande do Sul, que causaram grandes perdas humanas e materiais, levaram a um primeiro corte na área plantada de trigo do estado, inicialmente reduzida em 200 mil hectares. Há expectativa de que novos cortes sejam feitos em futuras revisões.

Segundo a consultoria, há duas razões principais para essa redução: problemas logísticos e a capacidade financeira dos agricultores. Estradas e pontes foram danificadas, dificultando tanto o escoamento da produção quanto o acesso a insumos necessários para o plantio. Além disso, após três safras de verão consecutivas com rendimentos abaixo do esperado, muitos produtores gaúchos estão enfrentando dificuldades financeiras, o que pode resultar em menores investimentos e, consequentemente, redução na produtividade.

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A queda na produção também afeta a capacidade de exportação do Brasil e sugere que haverá uma maior necessidade de importações para atender à demanda interna. A StoneX elevou sua estimativa para importações de trigo de 5,71 para 6,25 milhões de toneladas. Essa necessidade de importar mais trigo, em um cenário já ajustado e com perspectivas limitadas de excedentes para exportação, é mais uma consequência da queda na produção.

As incertezas também afetam a previsão para uso de sementes e consumo interno. A estimativa para o uso de sementes foi reduzida em quase 7%, enquanto o cenário para a demanda doméstica permanece instável, com a possibilidade de que o aumento esperado inicialmente possa não se concretizar. Com todas essas alterações, a oferta total de trigo para a safra 2024/25 foi reduzida em 0,6%.

Essa queda na estimativa de produção de trigo ressalta a importância de monitorar de perto a situação climática e logística no Rio Grande do Sul e em outras regiões produtoras. As consequências das inundações e enchentes continuam a ter um impacto significativo na cadeia de produção agrícola do Brasil, criando desafios para os produtores e afetando a oferta e a demanda por trigo no mercado interno e externo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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