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Produtores Aumentam Oferta e Preço do Milho Cai no Brasil

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Na última semana, o mercado brasileiro de milho registrou uma queda nos preços. Conforme informações da Safras Consultoria, apesar das incertezas climáticas causadas pela falta de chuvas esperadas no Centro-Sul do Brasil nos próximos sete dias, os produtores mudaram sua estratégia de negócios e começaram a ofertar volumes maiores do cereal. Essa mudança contribuiu para a queda dos preços.

Essa decisão dos produtores, entretanto, não gerou grandes alterações no mercado. Os consumidores continuam fazendo aquisições pontuais e devem permanecer cautelosos, aguardando a entrada da safrinha de milho nos estados à medida que a colheita avança. A expectativa é de uma oferta ampla de milho, o que pode pressionar ainda mais as cotações.

Embora o dólar tenha mostrado sinais de força ao longo da semana, os preços no porto não registraram grande avanço, situando-se entre R$ 59,00 e R$ 61,00 em Santos para o período de julho a setembro. Os line-ups indicam uma leve melhora nos volumes previstos de embarques, mas ainda não é suficiente para garantir suporte aos preços internos.

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No cenário internacional, a Bolsa de Chicago mostrou uma reação recente, mas as boas condições do plantio e o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras de milho nos Estados Unidos devem manter a pressão sobre as cotações internacionais do milho.

Preços Internos

No dia 6 de junho, o valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 56,27, representando uma queda de 1,86% em relação aos R$ 57,33 registrados na semana anterior. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, baixou 5%, passando de R$ 60,00 para R$ 57,00. Em Campinas/CIF, a cotação caiu 6,15%, de R$ 65,00 para R$ 61,00. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 57,00, uma queda de 5% em comparação aos R$ 60,00 da semana anterior.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca permaneceu estável em R$ 42,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço continuou em R$ 65,50. Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda subiu 1,89%, passando de R$ 53,00 para R$ 54,00 a saca. Já em Rio Verde, Goiás, o preço caiu 4%, de R$ 50,00 para R$ 48,00.

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Exportações

Em maio, as exportações brasileiras de milho geraram uma receita de US$ 87,374 milhões (em 21 dias úteis), com uma média diária de US$ 4,160 milhões. O total exportado pelo país foi de 421,374 mil toneladas, com uma média diária de 20,065 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 207,40.

Comparado a maio de 2023, houve uma queda de 31,4% no valor médio diário das exportações, um aumento de 9,5% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 37,4% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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