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Sipcam Nichino define estratégia comercial até 2027 e amplia portfólio de tecnologias para o agronegócio

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A Sipcam Nichino definiu suas diretrizes estratégicas para os ciclos de 2026 e início de 2027 durante encontro realizado em Uberlândia (MG), reunindo lideranças e equipes da operação brasileira. A companhia anunciou mudanças na estrutura comercial, expansão de equipes regionais e novos investimentos em inovação para o portfólio de defensivos e bioinsumos.

A reestruturação tem como objetivo fortalecer o atendimento em importantes regiões do agronegócio brasileiro, como Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Mapitobapa, Centro-Sul (Sul, São Paulo e Minas Gerais) e o polo de fruticultura irrigada de Petrolina (PE), entre outras áreas estratégicas.

Expansão comercial e foco em eficiência marcam nova fase da empresa

Segundo o CEO da Sipcam Nichino Brasil, Alexandre Gobbi, a estratégia da companhia está centrada na eficiência operacional, no reposicionamento comercial e no fortalecimento das especialidades do portfólio.

“Adotamos no Brasil uma estratégia centrada na eficiência, no reposicionamento comercial e na valorização de nossas especialidades. Reorganizamos a estrutura de canais, reforçamos a presença nas regiões Sul e Leste e criamos condições para um relacionamento mais próximo e confiante com distribuidores tradicionais”, destacou Gobbi.

A empresa também confirmou a continuidade dos investimentos em expansão de tecnologias, com foco no lançamento de novos insumos agrícolas, incluindo herbicidas, inseticidas, fungicidas e bioestimulantes. Ainda neste semestre, pelo menos dois novos produtos devem ser lançados no mercado brasileiro.

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Até 2027, companhia prevê sete novos lançamentos no agronegócio

De acordo com o diretor de marketing e planejamento estratégico, Leandro Martins, a Sipcam Nichino projeta a introdução de sete novos produtos até o início de 2027. O foco estará em culturas estratégicas para o agronegócio nacional, como soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo.

Martins também destacou que o setor de proteção de cultivos passa por um cenário de transformações estruturais, influenciado por fatores como mudanças climáticas, maior rigor regulatório, aumento da competitividade e novas dinâmicas de mercado.

“Essas variáveis exigem um novo olhar estratégico com vistas ao futuro do setor”, afirmou.

Tratamento de sementes e bioinsumos estão entre prioridades

O gerente de portfólio de produtos e cultivos, Eric Ono, reforçou que os investimentos da companhia estarão concentrados em áreas consideradas estratégicas, como tratamento de sementes, herbicidas pré-emergentes para soja, bioestimulantes e fungicidas multissítios.

Atualmente, o portfólio da Sipcam Nichino Brasil reúne mais de 45 soluções, incluindo fungicidas, herbicidas, inseticidas, acaricidas, maturadores, bioestimulantes e produtos para tratamento de sementes.

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Agronegócio em transformação impulsiona inovação no setor

Com o avanço das tecnologias no campo e o aumento das exigências produtivas, empresas do setor de defensivos agrícolas intensificam investimentos em inovação e eficiência. A estratégia anunciada pela Sipcam Nichino reforça essa tendência, alinhando expansão comercial, desenvolvimento de produtos e atendimento regionalizado às demandas do produtor rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro

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O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.

A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.

A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.

Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro

Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.

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De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.

Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.

Açúcar também entra na pauta das negociações

O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.

Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.

USTR cita fim da reciprocidade tarifária

No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.

Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.

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Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.

Cenário segue em negociação

Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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