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R$ 224 bilhões em linhas de crédito rural e agroindustrial foram concedidas em 2023 no Brasil, releva Serasa Experian

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Dados inéditos, divulgados na segunda edição do Boletim Agro da Serasa Experian(https://www.serasaexperian.com.br/conteudos/agronegocio/boletim-agro/), revelam o aumento da concessão de crédito em linhas rurais e agroindustriais à população que atua como pessoa física (PF) no campo. De acordo com o levantamento, o acumulado de 2023 revelou alta de 6,6% em relação ao ano anterior, na prática, o montante concedido passou de R$ 210 para R$ 224 bilhões.

Além disso, a comparação entre o último trimestre do ano passado e o mesmo período de 2022 também mostrou expansão, indo de R$ 49 para R$ 52 bilhões, uma alta de 4,7%. Confira no gráfico abaixo os dados trimestrais na íntegra:

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Segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, o crédito é uma ferramenta fundamental para que o setor siga em funcionamento pleno. “Um dos fatores que comprova isso são os picos de alta registrados nos terceiros trimestres logo após os anúncios do Plano Safra quando, em geral, as atividades de análise e concessão se intensificam”.

Quantidade de contratos de crédito cresceu 1,3% na comparação por trimestre

O número de contratos de crédito rural e agroindustrial (PF) foi maior no quarto trimestre de 2023 quando comparado ao mesmo período de 2022, registrando alta de 1,3%. A visão segmentada por portes mostrou que, os grandes proprietários tiveram o aumento mais significativo, de 6,0%. Somente a categoria “sem registro de cadastro rural”, que engloba arrendatários de terras e grupos econômicos ou familiares relacionados ao setor, foi a única a marcar queda, apesar de sutil (-0,6%).

Em relação a quantidade de contratos, no acumulado dos últimos três meses do ano passado, foram os pequenos proprietários que registraram maior número. No entanto “é preciso contextualizar esse dado, já que parte majoritária da população rural é composta por esse porte”, explica Marcelo Pimenta. Veja os dados e variações na tabela a seguir:

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Além disso, proprietários de todos os portes tiveram aumento no valor dos tickets médios por CPF. Apesar na baixa no número de contratos, os “Sem Registro de Cadastro Rural” marcam nesse critério a alta mais expressiva, de 18,2%. Confira os dados na tabela abaixo:

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Dentre as regiões agrícolas, Centro-Oeste Agro tem destaque na concessão de crédito

Ainda sobre as linhas de crédito rural e agroindustrial, no último trimestre de 2023, o Centro-Oeste Agro se destacou com relação ao montante de empréstimos (R$ 16 bilhões), valor médio por contrato (R$ 475 mil) e o maior ticket médio por CPF (R$ 638 mil). O Sul liderou em quantidade de novos contratos (94 mil) e o Nordeste Agro foi a região com o maior número de CPFs com contratos (69 mil). Fique por dentro das informações na íntegra com o mapa:

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2ª edição do Boletim Agro traz dados de fechamento do ano de 2023

A segunda edição do Boletim Agro, desenvolvido pela Serasa Experian, já está disponível para o acesso com os dados completos sobre o fechamento econômico-financeiro do ano de 2023 no setor. O material traz dados inéditos sobre diversos detalhamentos do cenário do agronegócio, com categorias específicas para o consumo de crédito rural, negativação, inadimplência e mais.

O principal diferencial desse relatório é sua riqueza de detalhes, que entrega informações gerais e segmentadas por porte, faixa etária, linha de crédito, tempo de dívida, regiões agrícolas, Unidades Federativas, entre outras. O relatório possibilita uma visão ampliada sobre a relação dos proprietários rurais com o mercado de crédito brasileiro, viabilizando a identificação de tendências, sazonalidades e comportamentos financeiros adotados em momentos de instabilidade, como em crises climáticas ou econômicas.

“Essa ação está alinhada ao nosso compromisso de democratizar o acesso à informação sobre o setor do agronegócio, disseminando conhecimento para embasar análises críticas e a tomada de decisão por parte do mercado, por exemplo. O material é um verdadeiro raio-x financeiro do agro no país e, dessa vez, traz dados de recuperação judicial, já que a ideia é ampliar sempre que possível esse conteúdo, inserindo novos insights importantes”, finaliza o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

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Boletim Agro da Serasa Experian

Metodologia

Os dados de crédito foram analisados com base em cerca de 10,2 milhões de pessoas físicas dentre donos de propriedades rurais, aqueles que contrataram financiamentos rurais ou agroindustriais distribuídos dentre o universo de pessoas físicas que autorizam o seu uso no Cadastro Positivo e/ou que possuem registro de atividade de produtor rural.

O porte dos proprietários foi obtido após converter os tamanhos das propriedades em módulos fiscais (m.f.), seguindo as definições municipais estabelecidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), somando os módulos fiscais de todas as propriedades do CPF e, finalmente, considerando os pequenos proprietários até 4 m.f., médios proprietários, acima de 4 m.f. e até 15 m.f., e grandes proprietários, acima de 15 m.f.

Com relação às regiões agrícolas: MATOPIBA contém os municípios do estado do Tocantins, do oeste da Bahia, do sul do Piauí e de grande parte do Maranhão conforme definido pela Portaria nº 244, de 12 de novembro de 2015 do Ministério da Agricultura e Pecuária; Norte Agro abrange a região norte do Brasil com exceção de Rondônia e Tocantins, além de incluir o noroeste de Maranhão; Nordeste Agro é composto pela região nordeste do Brasil, com exceção de MATOPIBA e do noroeste do Maranhão; Centro-Oeste Agro inclui os estados do Centro-Oeste e Rondônia, além do Distrito Federal; por fim, Sul e Sudeste coincidem com as regiões geográficas do Brasil.

Fonte: Serasa Experian

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inteligência financeira vira a nova regra de lucro no campo

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O sucesso do produtor rural brasileiro mudou de endereço. Se durante décadas o prestígio no campo era medido exclusivamente pela quantidade de sacas colhidas por hectare, a realidade de custos apertados e mercados voláteis redesenhou o tabuleiro do agronegócio. Agora, a rentabilidade real não depende apenas de quem produz mais, mas sim de quem decide melhor da porteira para dentro.

Essa quebra de paradigma é a engrenagem central do painel “Inteligência Financeira no Agro: O Caminho para Crescer com Segurança”, um dos debates mais aguardados da programação da Green Farm 2026 que acontece na próxima sexta-feira (29.05), em Cuiabá.

O encontro foi desenhado com um objetivo puramente prático: desmistificar a burocracia das finanças e traduzir conceitos complexos do mercado em ferramentas simples para o dia a dia do produtor rural, independentemente do tamanho da sua propriedade.

Um dos grandes gargalos identificados por consultores do setor é que boa parte dos produtores ainda opera de forma reativa. Na prática, isso significa tomar decisões cruciais, como a compra de insumos ou a venda da safra, pressionado pela necessidade imediata de caixa ou pela falta de dados claros sobre o custo real da fazenda.

Para virar essa chave, o painel vai abordar os fundamentos de uma gestão estruturada, focando em métricas que impactam diretamente o bolso do agricultor:

  • Custo real por hectare: O controle rigoroso de cada centavo investido na terra antes mesmo do plantio.

  • Preço mínimo de venda: O cálculo exato de quanto a saca precisa custar para cobrir as despesas e garantir o lucro.

  • Fluxo de caixa: A organização dos pagamentos e recebimentos para evitar surpresas e a dependência de crédito caro de última hora.

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Do reativo ao estratégico: os fundamentos da saúde financeira com Marlei Danielli

Para guiar o produtor na transição de uma postura reativa para uma liderança estratégica, a diretora da WFlow Agro MT, Marlei Danielli, levará ao painel uma visão prática e realista construída diretamente no relacionamento com os produtores de Mato Grosso. A especialista abordará os pilares da organização financeira da fazenda, desmistificando temas essenciais como o cálculo do custo real por hectare, a formação do preço mínimo de venda e o planejamento rigoroso do fluxo de caixa.

Danielli trará um alerta importante para o debate: o risco de operar sob pressão imediata por liquidez. Sua contribuição será demonstrar como a estruturação estratégica do crédito rural e o acesso a informações organizadas dão ao produtor o poder de antecipar riscos e planejar a safra com segurança, deixando de tomar decisões de curto prazo que comprometem a rentabilidade futura do negócio.

Dados unificados e tecnologia acessível: a rota de Mauro Paglione

O avanço da digitalização no campo será detalhado sob a ótica de Mauro Paglione, CEO do Grupo SAA Software. O executivo demonstrará como os sistemas integrados e a inteligência de dados deixaram de ser exclusividade dos grandes grupos e se tornaram ferramentas de sobrevivência e eficiência também para pequenos e médios produtores.

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Em sua apresentação, Paglione focará na integração real entre a gestão operacional (o dia a dia da lavoura) e a gestão financeira. A proposta é mostrar que a tecnologia não deve ser vista como um fim ou um capricho tecnológico, mas como um meio simplificador de processos. O produtor aprenderá como o uso estratégico de dados gera uma visão unificada de toda a operação agrícola, transformando planilhas isoladas em poderosas ferramentas de apoio à tomada de decisão rápida.

O escudo contra as oscilações globais: a gestão de risco de Marco Antônio de Oliveira

Diante de um mercado marcado pela forte volatilidade nos preços das commodities e insumos, a proteção do patrimônio será o foco de Marco Antônio de Oliveira, CEO da FertiHedge. O especialista trará para o centro do debate a inteligência de mercado aplicada à compra de insumos e à comercialização da safra, detalhando o funcionamento de ferramentas como o hedge agrícola e as travas de proteção de preços.

A grande tese que Oliveira defenderá no painel é de que, no cenário econômico atual, proteger o resultado financeiro é tão importante quanto aumentar a produtividade. O produtor receberá orientações estratégicas para blindar sua margem de lucro contra os sobressaltos do câmbio e a oscilação internacional de fertilizantes, garantindo a previsibilidade e a sustentabilidade econômica da propriedade ciclo após ciclo.

Fonte: Pensar Agro

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