AGRONEGÓCIO

Quarta edição do Quintal Cuiabano leva danças e tradição gastronômica a crianças em Cuiabá

Publicado em

A quarta edição do projeto Quintal Cuiabano teve como destaque a participação de crianças do CMEI Paulo Ronan, que apresentaram danças tradicionais como siriri e cururu, além de atividades culturais envolvendo música, artes e gastronomia típica de Cuiabá.

A ação integra a política de valorização da cultura regional nas unidades da rede municipal e amplia o alcance do projeto para diferentes faixas etárias. A proposta é promover vivências práticas da cultura cuiabana dentro do ambiente educacional, envolvendo alunos, professores e famílias.

Realizada em Cuiabá, a iniciativa reuniu a comunidade escolar em uma programação que incluiu coral, exposições de pintura e a produção do “francisquito”, biscoito amanteigado tradicional da capital mato-grossense.

A secretária adjunta de Direitos Humanos, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Vilmara Vidica, destacou o envolvimento da comunidade escolar e o impacto da ação no processo educativo.

“A escola se transforma com o projeto. As famílias participam e as crianças vivenciam a cultura de forma real. Isso fortalece a identidade e mostra que a nossa tradição continua viva”, disse.

Leia Também:  CFM Lança Condições Especiais para o Megaleilão 2024, que Oferecerá 500 Touros Nelore em 8 de Agosto

Já a secretária municipal da pasta de Assistência Social, Hélida Vilela, reforçou que a iniciativa atende a uma diretriz da gestão municipal de valorização das tradições locais.

“Muitas vezes, as novas gerações não conhecem a cultura regional. O projeto aproxima passado e presente, garantindo que esse conhecimento seja preservado”, afirmou.

Na unidade, a preparação das crianças incluiu atividades pedagógicas iniciadas ainda no período do aniversário de Cuiabá, com foco nas manifestações culturais e na culinária típica. A diretora do CMEI Paulo Ronan, Maria do Carmo, ressaltou o impacto da ação no desenvolvimento dos alunos.

“As crianças participaram de ensaios, atividades culturais e da produção do francisquito. Foi um processo de aprendizado que envolveu toda a equipe e trouxe a cultura para o cotidiano delas”, explicou.

Com edições previstas ao longo do ano, a expectativa da gestão é ampliar o alcance do Quintal Cuiabano, consolidando a iniciativa como ferramenta de educação cultural e integração comunitária.

Confira abaixo onde devem ocorrer as próximas edições do projeto:

  • 05/05: CEIC Maria Ligia Borges Garcia
  • 13/05: CEIC Professora Luciene Ferreira de Oliveira
  • 20/04: EMEB Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon
Leia Também:  Prefeito e secretárias de Cuiabá repudiam violência política e apresentam ações de proteção à mulher

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

Published

on

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

Leia Também:  Ucrânia revisa para baixo safra de trigo 2026, mas produção segue no maior nível desde 2022

O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

Leia Também:  Queda Modesta do Índice STOXX 600 Impulsionada por Temores de Guerra Comercial e Resultados do UBS
Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA