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Quais foram os impactos dos recentes eventos macroeconômicos nos preços do café?

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Os eventos macroeconômicos da semana passada, em particular a divulgação dos dados de empregos não agrícolas e taxa de desemprego nos Estados Unidos, impactaram os preços das commodities, afetando significativamente o café.

Embora as contratações no mercado de trabalho dos EUA tenham se mantido estáveis, a taxa de desemprego atingiu o maior nível em dois anos. Apesar dos resultados positivos dos empregos não agrícolas em fevereiro, revisões de dezembro e janeiro, juntamente com preocupações sobre a inflação, contribuíram para a tendência.

A próxima divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) será crucial, com uma probabilidade de 78% de um corte nas taxas do Fed em junho. Os preços do café, especialmente o arábica, registraram uma queda devido à cautela em relação aos números do mercado de trabalho, marcadores técnicos e ao impacto de uma moeda brasileira enfraquecida.

O mercado de café, que atualmente apresenta condições contrastantes entre origens e destinos em termos de estoques, fica vulnerável a correções adicionais com base nas tendências econômicas.

De acordo com análise do relatório da hEDGEpoint Global Markets, os eventos macroeconômicos desta semana causaram impactos nos preços das commodities, e o café foi uma das principais commodities afetadas.

“Na sexta-feira (08), foram divulgados os dados de empregos e desemprego nos Estados Unidos, mostrando que, embora as contratações tenham se mantido em um ritmo constante – sugerindo que ainda há resiliência no mercado de trabalho dos EUA – a taxa de desemprego atingiu o maior nível em dois anos. Neste relatório, analisaremos os dados da economia americana e seus possíveis impactos nos preços do café”, diz Natália Gandolphi, analista de Café da hEDGEpoint;

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“Primeiramente, os próprios resultados. A Figura 1 mostra a taxa de desemprego e os empregos não agrícolas desde 2021. Embora ambas as séries estejam em queda em comparação com três anos atrás, os mercados concordam que o mercado de trabalho dos EUA tem sido peça central no complicado quebra-cabeça da inflação persistente. Apesar dos empregos não agrícolas de fevereiro terem superado as expectativas (275 mil em comparação com os esperados 200 mil), os resultados de dezembro e janeiro foram revisados para baixo (uma redução combinada de 167 mil), e a taxa de desemprego mais alta confirma o sentimento do ajuste nos empregos”, explica a analista.

E segue: “A história, no entanto, continua na próxima semana, com a divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na terça-feira (12). Será o primeiro dos três esperados até a reunião do Fed em junho, com uma probabilidade combinada de 78% de corte na taxa-alvo do Fed (em comparação com a probabilidade combinada de 25,7% de corte em maio, e uma aposta sólida em taxas inalteradas para a próxima reunião em 20 de março)”, ressalta.

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Para referência, espera-se que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mês/mês seja de 0,4%, já um pequeno aumento em comparação com o último resultado (0,3%), e a estimativa anual é atualmente de 3,1%, inalterada em relação ao resultado anterior. É importante notar que as cifras mensais mostram mais resistência, uma vez que na comparação anual alguns componentes exerceram menos pressão, como energia e itens alimentícios.

“Ainda assim, junto com uma correção a partir do fechamento de quinta-feira, os resultados afetaram negativamente o café, especialmente o arábica. O segundo contrato fechou em 192,20 c/lb, o valor mais alto desde dezembro de 2023, mas há também um componente técnico: uma resistência de médio prazo em 192,10 c/lb. Com os elementos combinados de cautela em relação aos números do mercado de trabalho dos EUA e marcadores técnicos, os preços do café responderam negativamente”, observa.

Segundo Natália, “o arábica foi o mais afetado, mas não sem razão. A Figura 4 mostra os fechamentos diários para o Índice do Dólar e a taxa de câmbio USD/BRL. A moeda brasileira perdeu terreno, refletindo as expectativas internas – principalmente, discussões sobre gastos públicos impactando o balanço comercial deste ano, bem como resultados mais fracos da Petrobras. Portanto, há uma pressão maior para o arábica em comparação com o robusta”, conclui.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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