AGRONEGÓCIO

Produção de Trigo no Brasil Regride para 7,7 Milhões de Toneladas em 2024

Publicado em

A produção de trigo no Brasil registrou uma queda expressiva em 2024, atingindo 7,7 milhões de toneladas, segundo análises do setor privado. Este volume é inferior às 8,1 milhões de toneladas inicialmente previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, a colheita foi ajustada para 3,7 milhões de toneladas, abaixo das 4,1 milhões projetadas anteriormente.

Além da redução na oferta, a qualidade dos grãos colhidos tem gerado preocupação. Apesar disso, os preços não têm refletido a menor disponibilidade. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o preço médio no Rio Grande do Sul encerrou a semana em R$ 65,27 por saco, enquanto no Paraná o valor chegou a R$ 72,00 em algumas regiões. Esses valores indicam retração em relação às expectativas, apesar de ligeiras altas quando comparados ao mesmo período de 2023, quando eram de R$ 63,00 e R$ 67,00, respectivamente.

Leia Também:  Conheça Juliana Monteiro Revelação da música sertaneja para o Brasil, Consagrada no MS

O relatório da CEEMA aponta como fator adicional o impacto cambial, que dificulta as importações. “É surpreendente que os preços do trigo de qualidade superior não tenham subido significativamente, mesmo com a menor oferta e as pressões do câmbio”, destaca o documento.

O mercado segue com baixa liquidez, e os preços FOB atingiram os menores níveis desde abril e maio deste ano. Contudo, especialistas esperam uma recuperação gradual a partir de fevereiro e março de 2025, quando a oferta interna poderá reduzir ainda mais, estimulando a valorização dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Brasil participa da criação da Aliança Global de Biocombustíveis

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Produção e Estoque de Etanol nos EUA Surpreendem com Crescimento

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA