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Projeções para safra 2024 de soja mantêm estabilidade, diz ABIOVE

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou uma atualização das estatísticas mensais do complexo da soja no Brasil até março de 2024. Segundo os dados, as projeções para o atual ciclo de produção de soja sofreram poucas mudanças. A previsão é de que a produção total de soja em grão atinja 153,9 milhões de toneladas, um aumento de apenas 100 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. A projeção para o esmagamento está em 54,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo de soja permanece estimada em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

Processamento Mensal

O processamento de soja em março foi de 4,34 milhões de toneladas, um aumento de 19% em relação a fevereiro de 2024, mas uma queda de 3,6% em comparação com março de 2023, após ajustes percentuais considerando uma amostra de 89,8%.

Comércio Exterior

As projeções para exportações de soja permanecem praticamente inalteradas, com 97,8 milhões de toneladas de soja em grão e 21,6 milhões de toneladas de farelo de soja. A única alteração significativa foi uma pequena redução na estimativa de exportação de óleo de soja, de 1,15 milhão de toneladas no relatório anterior para 1,1 milhão de toneladas agora, devido a um aumento da demanda pelo produto no mercado interno. Mesmo com essa pequena redução, as exportações do complexo brasileiro da soja devem gerar uma receita esperada de US$ 56,6 bilhões para este ano.

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Para mais informações e detalhes, você pode acessar o site da ABIOVE.

Essas projeções indicam que o setor da soja no Brasil continua forte, com previsões de produção, processamento e exportações mantendo-se estáveis para o ciclo de 2024. As pequenas alterações nas estatísticas não causam grande impacto, refletindo a consistência do setor e a adaptação às mudanças do mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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