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Mercado do trigo registra leve alta no RS, mas permanece travado em SC e com desafios no PR

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Leve recuperação nos preços no Rio Grande do Sul

O mercado de trigo no Rio Grande do Sul apresentou uma leve reação nos preços nesta semana. Segundo a TF Agroeconômica, os negócios com trigo pão variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.380 FOB, superando os valores da semana anterior, que giravam entre R$ 1.300 e R$ 1.330.

Essa valorização ocorre mesmo com a grande oferta de matéria-prima e a moagem reduzida, fatores que têm limitado maiores avanços. A expectativa é de que os preços tenham leve alta até a colheita da nova safra, com possível queda após esse período, e recuperação apenas a partir de fevereiro de 2026.

Demanda por farinha segue fraca

A baixa demanda por farinha continua impactando negativamente o setor. Com menos vendas, os estoques se mantêm elevados, o que impede novas altas nos preços. No Paraná, por exemplo, um moinho adquiriu trigo da nova safra gaúcha por R$ 1.200 FOB, acrescido de frete e ICMS.

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Já as exportações estão sendo fechadas a US$ 230 por tonelada no porto de Rio Grande, o que equivale a cerca de R$ 1.276 no porto ou R$ 1.126 no interior.

Santa Catarina tem mercado praticamente paralisado

Em Santa Catarina, o mercado de trigo está quase estagnado. Apenas um lote de trigo branqueador do Rio Grande do Sul foi comercializado, ao preço de R$ 1.550 FOB. A forte oferta gaúcha mantém os preços entre R$ 1.330 e R$ 1.360 FOB no estado.

Ainda não há uma referência de preço para a nova safra catarinense, e relatos indicam queda de 20% nas vendas de sementes. Mesmo com aumento na área plantada, a produção estadual deve recuar 6,3%, conforme estimativa da Conab. Os preços pagos ao produtor seguem estáveis na maioria das regiões do estado.

Paraná enfrenta incertezas com qualidade do grão

No Paraná, o foco do mercado está voltado para os impactos das geadas na qualidade do trigo. As negociações estiveram travadas, com o trigo nacional sendo ofertado a R$ 1.450 CIF moinho e o importado entre R$ 1.500 e R$ 1.520.

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Os preços da nova safra estão 18,4% acima dos registrados no mesmo período do ano passado, porém, ainda não foram formalizados negócios. Os valores pagos aos agricultores recuaram 0,36% na semana, com média de R$ 77,14 por saca e margem de lucro estimada em 4,91%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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