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Projeções para a Safra 2024/25 de Soja no Piauí Indicam Crescimento de 2% a 4%, Segundo a Aprosoja

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O plantio de soja para a safra 2024/25 no Piauí está autorizado em áreas do sul e sudoeste do estado desde ontem (30). Contudo, as atividades devem ter início apenas na segunda quinzena de outubro, caso as chuvas esperadas até lá se concretizem. A informação foi fornecida por Rafael Maschio, diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Piauí), em entrevista à Safras News.

Maschio expressou uma expectativa de que, neste ano, as chuvas não se atrasem tanto quanto na safra anterior, quando o cultivo começou apenas no final de novembro. No entanto, devido a um ano atípico, caracterizado por custos elevados e preços considerados baixos para a oleaginosa, a expansão na área plantada deve ser menor em comparação aos anos anteriores. A Aprosoja estima que a área destinada à soja cresça entre 2% e 4% em relação aos 1,087 milhão de hectares cultivados na temporada 2023/24, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

Na última safra, os produtores do Piauí colheram, em média, 3.848 quilos de soja por hectare. Para este ano, há a possibilidade de que os investimentos na cultura sejam reduzidos. Contudo, se as condições climáticas forem favoráveis, a expectativa é colher cerca de 3.600 quilos por hectare.

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O diretor também mencionou que havia uma expectativa inicial de chuvas no Piauí na primeira semana de outubro, mas essa previsão já foi revogada. Agora, a expectativa é de que as chuvas se iniciem na segunda metade de outubro, ainda que de forma irregular. Para que o plantio seja liberado, os produtores deverão aguardar volumes de chuvas acumulados entre 50 e 80 milímetros.

De acordo com um levantamento da Safras & Mercado, a área plantada com soja no Piauí deve ocupar 1,15 milhão de hectares na safra 2024/25, apresentando um avanço de 5,5% em relação aos 1,090 milhão de hectares cultivados na temporada 2023/24. A produção de soja no estado é estimada em 4,257 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 9% em comparação à safra 2022/23, que teve uma produção de 3,904 milhões de toneladas. O rendimento médio esperado é de 3.720 quilos por hectare, superando os 3.600 quilos obtidos na temporada anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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