AGRONEGÓCIO
Proibição do Cultivo de Bananeiras nas Faixas de Domínio de Rodovias Goianas: Riscos à Agricultura e ao Meio Ambiente
Publicado em
17 de fevereiro de 2025por
Da Redação
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) emitiu um alerta sobre os perigos agronômicos e ambientais do cultivo irregular de bananeiras nas faixas de domínio de rodovias em Goiás. Embora essa prática seja comum, especialmente nas proximidades de municípios, ela é proibida por legislações estaduais e federais. Seu impacto pode ser significativo, não só para a produção agrícola, mas também para o meio ambiente e a sustentabilidade da bananicultura.
As faixas de domínio das rodovias são áreas públicas que devem ser preservadas para garantir a segurança viária e a manutenção das infraestruturas rodoviárias, não sendo adequadas para cultivo. O uso indevido dessas áreas coloca em risco tanto a produtividade das lavouras quanto a saúde ambiental.
Riscos Agronômicos e Ambientais
A Agrodefesa explica que a prática de cultivo irregular facilita a propagação de pragas, já que as rodovias são pontos de intenso tráfego de veículos e mercadorias. Esse fluxo pode ser um vetor para a disseminação de pragas agrícolas, podendo infectar novas áreas. Máquinas agrícolas, pneus de veículos e até animais podem transportar material contaminado de locais infestados para outras regiões, ampliando o alcance dessas ameaças. Além disso, o comércio clandestino de mudas, sem certificação sanitária, agrava ainda mais os riscos, sendo essa prática ilegal no estado.
José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, alerta para a importância de conscientizar a população sobre a gravidade do problema: “A movimentação constante nas rodovias e o comércio de mudas não certificadas são focos críticos de propagação de doenças, que podem impactar toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Medidas de Prevenção e Legislação
Em Goiás, a Lei nº 22.419, de 27 de novembro de 2023, reforça a segurança nas faixas de domínio, estabelecendo penalidades para quem infringir a legislação, o que pode configurar crime ambiental. As penalidades incluem multas e outras sanções previstas na Lei nº 9.605, de 1998.
A Agrodefesa também orienta sobre práticas fitossanitárias necessárias para preservar a saúde das lavouras e a sustentabilidade da produção de bananas. O uso de mudas certificadas, a erradicação de focos de doenças, a destruição de restos culturais e a eliminação de pomares abandonados são algumas das medidas recomendadas. “Essas ações são essenciais para garantir a sanidade dos pomares e a continuidade da produção nacional”, afirmou Daniela Rézio, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa.
Importância da Bananicultura para Goiás
Goiás é um dos maiores produtores de banana do Brasil, responsável por mais de 178 mil toneladas anuais, o que corresponde a 65% da produção da Região Centro-Oeste. Com 985 propriedades cadastradas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), que somam 8.550 hectares de cultivo, a bananicultura é vital para a economia estadual e para a segurança alimentar nacional.
A Agrodefesa ressalta que a preservação da produção local é essencial, não só para a economia, mas também para evitar riscos que possam comprometer a produção. “É importante que todos se conscientizem da necessidade de proteger nossa produção e garantir a qualidade do cultivo”, afirmou Daniela Rézio.
Ameaças à Produção Nacional
Segundo Juracy Rocha Braga Filho, coordenador do Programa de Banana da Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, as bananeiras são vulneráveis a diversas pragas, incluindo a Sigatoka Negra, que já está sob controle oficial em Goiás. Essa doença, causada por um fungo, afeta as folhas das bananeiras e compromete a produção de frutos. Juracy alerta que o cultivo irregular pode funcionar como um hospedeiro para essa e outras pragas, facilitando sua propagação.
A Sigatoka Negra pode se espalhar rapidamente, especialmente em regiões com grande concentração de bananais, tornando o controle mais difícil e onerosos para os produtores. Além disso, a Agrodefesa destaca o risco de disseminação do Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça 4 tropical, causador da fusariose, uma das doenças mais destrutivas para as bananeiras, que já foi detectada em países vizinhos. O fungo representa uma ameaça grave para a produção de bananas no Brasil.
“Estamos em alerta constante, pois a propagação dessa praga pode comprometer toda a produção nacional, o que exigirá esforços contínuos de monitoramento e controle”, conclui Juracy Rocha Braga Filho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado do açúcar recua nas bolsas internacionais, enquanto preços no Brasil mostram sinais de recuperação
Published
28 minutos agoon
10 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira (10) em queda nas principais bolsas globais, pressionado pelo aumento da oferta mundial, pelo desempenho das exportações dos grandes produtores e pela forte desvalorização do petróleo. No Brasil, porém, os preços do açúcar cristal e do etanol registraram recuperação diária, indicando uma possível reação do mercado interno.
Açúcar bruto fecha em baixa na Bolsa de Nova York
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto voltaram a recuar. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,04 ponto.
Os demais contratos também encerraram o pregão no campo negativo:
- Outubro/26: 14,54 cents/lbp (-0,09 ponto);
- Março/27: 15,42 cents/lbp (-0,09 ponto);
- Demais vencimentos também registraram desvalorizações.
O movimento reflete a percepção de um mercado amplamente abastecido, especialmente diante da forte produção observada nos principais países exportadores.
Açúcar branco acompanha perdas em Londres
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou a sessão em baixa.
Os principais contratos fecharam em:
- Agosto/26: US$ 445,00 por tonelada (-US$ 0,10);
- Outubro/26: US$ 439,30 por tonelada (-US$ 0,90);
- Dezembro/26: US$ 437,80 por tonelada (-US$ 1,00).
A pressão sobre as cotações internacionais continua associada ao avanço da safra brasileira e ao aumento da disponibilidade global da commodity.
Mercado físico brasileiro apresenta recuperação
Em sentido contrário ao mercado externo, o açúcar cristal negociado no mercado paulista registrou valorização.
De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 92,90, alta de 1,69% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da recuperação diária, o indicador ainda acumula recuo de 0,11% em junho, refletindo um ambiente de negócios cauteloso em meio ao avanço da moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul.
Etanol hidratado também registra avanço
O mercado de etanol acompanhou o movimento positivo observado no açúcar.
Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.321,50 por metro cúbico, registrando valorização de 0,39% na comparação diária.
Mesmo com a recuperação recente, o biocombustível ainda acumula queda de 1,28% no mês, pressionado pela maior oferta decorrente do pico da safra sucroenergética.
Petróleo e oferta global seguem no radar do mercado
A recente queda dos preços do petróleo continua sendo um dos principais fatores de pressão para o açúcar. Com combustíveis fósseis mais baratos, o etanol perde competitividade, reduzindo o incentivo para a destinação da cana à produção de biocombustíveis.
Nesse cenário, cresce a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar, aumentando a oferta disponível no mercado internacional.
Além disso, os investidores seguem monitorando o desempenho das exportações da Tailândia e o forte ritmo produtivo do Centro-Sul do Brasil, fatores que reforçam a perspectiva de abundância global da commodity.
Por outro lado, preocupações climáticas relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre importantes regiões produtoras continuam limitando quedas mais acentuadas nas cotações internacionais, mantendo um componente de risco no mercado para os próximos meses.
Perspectivas
O mercado do açúcar segue dividido entre a pressão de uma oferta global robusta e as incertezas climáticas que podem afetar a produção futura. No Brasil, a recuperação dos preços do açúcar cristal e do etanol sugere maior sustentação no mercado físico, embora a evolução da safra e o comportamento do petróleo continuem sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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