AGRONEGÓCIO

Em 2025, México pode aumentar importação de carne de frango, mas sem repetir níveis (recordes) de 2023

Publicado em

Em sua primeira previsão sobre as tendências da carne de frango no México em 2025, o Departamento de Agricultura dos EUA estima que a produção local deve aumentar perto de 2,5%. Registrando novo recorde, tende a superar pela primeira vez a marca anual dos 4 milhões de toneladas, volume que mantém o país como o sexto maior produtor mundial de carne de frango.

Em que pese a posição de destaque no ranking mundial, o México também permanece como um dos maiores importadores mundiais de carne de frango. A previsão para o próximo ano é a de que importe em torno de 970 mil toneladas 1% a mais que em 2024. Mesmo assim, será um volume 3,5% inferior ao registrado no ano passado quando, também pela primeira vez, elas ultrapassaram o milhão de toneladas.

Conforme o USDA, em 2023 os EUA foram responsáveis por aproximadamente 86% das importações mexicanas de carne de frango, cabendo ao Brasil pouco mais de 13% do total importado.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá capacita fiscais para aplicação da nova Lei de Poluição Sonora

Em termos logísticos – acrescenta o órgão – o Brasil é pouco favorecido, pois enquanto as remessas norte-americanas chegam ao mercado mexicano em até 12 horas (o que permite produtos mais frescos e redução dos custos de manuseio e transporte), a carne de frango brasileira demanda entre 15 e 45 dias para chegar ao destino. Ainda assim, o produto do Brasil costuma ser mais competitivo em termos de preço, especialmente nos cortes de maior valor agregado, como a carne de peito.

Interessante acrescentar, a propósito, que enquanto o USDA prevê queda de 4,5% nas importações mexicanas deste ano, as exportações brasileiras destinadas àquele mercado permanecem estáveis, tendo registrado, entre janeiro e agosto, aumento de pouco mais de meio por cento. Do total importado (pouco mais de 112,3 mil toneladas), quase a totalidade (99,97%) foi de cortes de frango. Os (pouquíssimos) 0,3% restantes distribuíram-se entre frango inteiro e industrializados.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Parasitas bovinos podem causar prejuízos superiores a R$ 16 bilhões anuais à pecuária

Published

on

Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revela que a presença de parasitas nos rebanhos provoca uma perda direta de 13 quilos de peso vivo por animal ao ano na pecuária de corte e reduz em 7% a produção anual do gado de leite. O levantamento foi encomendado pela Boehringer Ingelheim, multinacional alemã que atua no mercado de saúde humana e animal.

Embora o estudo do Datafolha não tenha focado no impacto financeiro direto das infestações, dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que as perdas econômicas causadas por essas pragas superam R$ 16 bilhões por ano no País.

O cenário produtivo é agravado pelo avanço da resistência dos carrapatos às moléculas químicas tradicionais e por fatores climáticos, já que períodos de calor e alta umidade aceleram a reprodução dos parasitas nas pastagens. O carrapato lidera o ranking das ameaças sanitárias, sendo citado por 70% dos 490 pecuaristas entrevistados em 13 estados. A mosca-dos-chifres aparece em segundo lugar (48%), seguida pelo berne (17%).

O levantamento do Datafolha detectou uma assimetria entre a execução do manejo sanitário e a análise de custos dentro das propriedades. Enquanto 91% dos produtores afirmam aplicar produtos antiparasitários de forma rotineira no rebanho, apenas 20% utilizam ferramentas ou planilhas de Retorno sobre o Investimento (ROI) para balizar a compra desses insumos.

Leia Também:  USDA projeta estoques reduzidos de soja e milho para 2025/26 e destaca forte demanda chinesa

A tomada de decisão baseada na percepção visual instantânea, sem o uso de indicadores econômicos, impulsiona o uso repetitivo dos mesmos princípios ativos. Esse fator, segundo técnicos do setor, acelera a resistência biológica dos parasitas e reduz a eficácia dos tratamentos tradicionais. O custo bruto dos medicamentos foi apontado por 47% dos entrevistados como o principal entrave no controle, seguido pela escassez de mão de obra qualificada para a aplicação dos protocolos (23%).

Além dos parasitas externos, a cadeia produtiva enfrenta o impacto das verminoses gastrointestinais. De acordo com indicadores técnicos compilados pela Boehringer Ingelheim, até 98% dos casos de vermes no rebanho ocorrem sob a forma subclínica, quando o animal não apresenta sintomas severos aparentes, mas sofre perdas na conversão alimentar.

A infecção crônica por vermes chega a reduzir em 20% o tempo de pastoreio e em 17% a ingestão de forragem pelos bovinos. Na balança, o déficit resulta em um recuo oculto de 30 a 60 quilos no ganho de peso por animal ao ano, além de atrasar a puberdade de novilhas e esticar a idade de abate, penalizando o rendimento de carcaça nos frigoríficos. Historicamente, estudos de sanidade estimam que o prejuízo potencial acumulado entre parasitas internos e externos possa atingir patamares ainda maiores se considerada toda a população animal em situação de risco regulatório.

Leia Também:  Exportações de tabaco devem crescer até 15% em 2025, impulsionando o agronegócio brasileiro

As atividades de corte e leite movimentam anualmente cerca de R$ 126,25 bilhões (US$ 25 bilhões) estritamente dentro das fazendas brasileiras, montante que triplica quando integrado aos segmentos de logística, indústria frigorífica e varejo de carnes e lácteos. Diante do teto produtivo imposto pelos parasitas, o controle estratégico passou a depender do uso de ferramentas de longa ação para otimizar os custos operacionais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA