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Programação de Embarques de Açúcar Cai para 3,6 Milhões de Toneladas

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O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu para 86 na semana encerrada em 4 de setembro, ante 94 na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. De acordo com o relatório, foi programado o embarque de 3,628 milhões de toneladas de açúcar, representando uma redução em relação às 3,913 milhões de toneladas da semana anterior.

A maior parte desse volume será embarcada pelo Porto de Santos (SP), responsável por 2,755 milhões de toneladas. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 627.280 toneladas, seguido por Imbituba (SC) com 141.430 toneladas, São Sebastião (SP) com 69.000 toneladas, Recife (PE) com 10.757 toneladas, e Itajaí (SC) com 25.000 toneladas.

As exportações de açúcar englobam diferentes tipos, sendo a maior parte da variedade VHP, que responde por 3,500 milhões de toneladas. Além disso, estão previstas 18 mil toneladas de VHP em sacas, 83.500 toneladas de TBC, e 26.200 toneladas de Cristal B150. O levantamento inclui embarcações já ancoradas, aquelas que aguardam atracação e as com previsão de chegada até 13 de outubro.

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Exportação de Açúcar Atinge 3,925 Milhões de Toneladas em Agosto

Em agosto, as exportações brasileiras de açúcar e melaços geraram uma receita diária média de US$ 81,622 milhões, ao longo de 22 dias úteis, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 178,448 mil toneladas no mês, totalizando 3,925 milhões de toneladas e resultando em uma receita de US$ 1,795 bilhão, com preço médio de US$ 457,40 por tonelada.

Comparando com o mesmo período de 2023, houve uma leve queda de 0,9% na receita diária, que naquele ano foi de US$ 78,758 milhões. Em contrapartida, o volume exportado subiu 8,2%, passando de 157,757 mil toneladas diárias em 2023 para 178,448 mil toneladas em agosto de 2024. Já o preço médio do açúcar recuou 8,4%, em comparação aos US$ 499,40 por tonelada registrados em agosto do ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa revela que manejo adequado do solo aumenta infiltração de água e fortalece lavouras contra estiagens

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A compactação do solo tem se consolidado como um dos principais desafios para a produtividade agrícola no Brasil, especialmente em regiões que enfrentam períodos recorrentes de estiagem. Além de restringir o crescimento das raízes, o problema reduz a infiltração de água, limita a circulação de oxigênio no perfil do solo e compromete a eficiência do sistema de plantio direto, amplamente adotado nas principais regiões produtoras de grãos.

Com o objetivo de identificar alternativas capazes de minimizar esses impactos, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, conduziram estudos que avaliaram práticas de manejo voltadas à melhoria das condições físicas e químicas do solo sem a necessidade de revolvimento intenso da área.

Descompactação do solo melhora infiltração e ambiente radicular

As pesquisas foram realizadas em áreas experimentais do IFRS e analisaram os efeitos da descompactação mecânica combinada com a aplicação de corretivos agrícolas, como calcário e gesso, sobre os atributos do solo e o desempenho da cultura da soja.

Os estudos compararam diferentes estratégias de manejo dentro do sistema de plantio direto, buscando compreender como a redução da compactação pode favorecer a infiltração de água, melhorar o ambiente radicular e aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis pelas plantas.

De acordo com os resultados obtidos, a associação entre descompactação mecânica e calagem apresentou os melhores indicadores para a correção da acidez em camadas subsuperficiais do solo.

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Os pesquisadores observaram que o pH permaneceu mais elevado nas áreas onde foi utilizado o descompactador rotativo em conjunto com a aplicação de calcário, indicando maior movimentação do corretivo para profundidades superiores às observadas nos tratamentos com aplicação exclusivamente superficial.

Enquanto a calagem tradicional concentrou seus efeitos nos primeiros 10 centímetros do perfil do solo, os manejos que incluíram a descompactação apresentaram benefícios perceptíveis até aproximadamente 15 centímetros de profundidade.

Ganhos na produtividade da soja reforçam benefícios do manejo

Além das melhorias químicas, os estudos também identificaram reflexos positivos na estrutura física do solo e no desempenho das lavouras.

As áreas submetidas à descompactação registraram ganhos numéricos de produtividade, com rendimento médio próximo de 200 quilos por hectare acima da média geral do experimento. Também foram observados aumentos no peso de mil grãos nos tratamentos que receberam correção do solo.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da estrutura física favorece o armazenamento de água no perfil do solo, contribuindo para reduzir os efeitos dos períodos de déficit hídrico e aumentando a capacidade das plantas de enfrentar condições climáticas adversas.

Saúde do solo ganha papel estratégico no agronegócio

A crescente frequência de estiagens e a necessidade de elevar a produtividade sem expansão de área tornam o manejo adequado do solo uma estratégia cada vez mais relevante para a sustentabilidade da produção agrícola.

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Para Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, a pesquisa reforça a importância da integração entre ciência e campo para o desenvolvimento de soluções eficientes.

“Hoje, quando o produtor enfrenta estiagens mais frequentes e precisa produzir mais sem ampliar área, olhar para a saúde do solo passou a ser uma questão estratégica. Ver uma instituição como o IFRS estudando os impactos da compactação e avaliando tecnologias voltadas à infiltração de água e à preservação do plantio direto reforça a importância de aproximar pesquisa e realidade do campo. O produtor precisa de soluções que tragam resultado prático e ajudem a construir lavouras mais resilientes no longo prazo”, afirma.

Solo saudável é aliado da produtividade e da segurança hídrica

Os resultados obtidos pelo IFRS evidenciam que práticas de manejo voltadas à redução da compactação podem gerar benefícios que vão além do aumento da produtividade, contribuindo para melhorar a infiltração de água, ampliar a eficiência do uso dos corretivos agrícolas e fortalecer a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos.

Em um cenário de crescente variabilidade do clima, investimentos em qualidade física e química do solo tornam-se cada vez mais importantes para garantir sustentabilidade, estabilidade produtiva e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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