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Cecafé disponibiliza curso da Microsoft sobre Inteligência Artificial no ‘Produtor Informado’

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O “fluêncIA”, curso sobre Inteligência Artificial (IA) Generativa da Microsoft, acaba de ser disponibilizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) aos alunos da plataforma de ensino à distância (EAD) do programa Produtor Informado. O objetivo da trilha de aprendizagem é qualificar pessoas para que possam utilizar a IA em seu dia a dia, aproveitar a capacidade dessa tecnologia na produtividade e potenciar a inovação em seus negócios.

“A inclusão do curso sobre IA é mais uma ação que realizamos em prol da inclusão digital de produtores e comunidades cafeeiras em tecnologia e informática, por meio de uma colaboração com a Microsoft, no nosso programa Produtor Informado. Seguimos ampliando o leque de materiais educativos aos produtores para que otimizem a gestão de seu negócio e ampliem as práticas sustentáveis na atividade, qualificando, cada vez mais, seus cafés para atenderem aos mais exigentes mercados globais”, comenta Silvia Pizzol, gestora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Cecafé.

O curso “fluêncIA”, da Microsoft, disponibilizado no Produtor Informado, é composto pelos módulos A história da IA; Inteligência Artificial Generativa; A evolução das buscas on-line; Como ser mais produtivo usando o Bing Chat; Ética em IA; e Como usar o Microsoft Copilot. Os conteúdos foram gravados apenas por especialistas mulheres da Microsoft, que atuam nas áreas de inteligência de dados, IA, nuvem e vendas. O objetivo é reforçar que não há distinção de gênero para carreiras de tecnologia, nas quais as mulheres são minoria.

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“A Microsoft tem um amplo compromisso de democratizar o uso da tecnologia e essa iniciativa nos permite atingir ainda mais públicos. Em nossa colaboração com o Cecafé, unimos esforços para capacitar os produtores em uma tecnologia emergente que está transformando diversos setores da sociedade e oferece a eles novos recursos para aplicarem na resolução de desafios em seus negócios”, explica Lucia Rodrigues, líder de Filantropia da Microsoft Brasil.

Além da inclusão digital de produtores e comunidades cafeeiras em tecnologia e informática, por meio do trabalho com a Microsoft, a plataforma EAD do Produtor Informado do Cecafé também oferece capacitação em sustentabilidade no campo, através de cooperação com a Plataforma Global do Café Brasil (GCP). A ferramenta e-learning é totalmente gratuita e voltada a produtores de café, trabalhadores rurais, agrônomos, técnicos de campo, profissionais de sustentabilidade, consultores, estudantes e público em geral.

COMO ACESSAR

Os cursos da Plataforma EAD do Produtor Informado podem ser acessados diretamente pelo aluno de forma individual, em celulares, tablets e computadores, assim como por técnicos de empresas exportadoras, cooperativas e outras instituições do setor, que podem organizar turmas de produtores para a realização dos cursos. A plataforma oferece ferramentas de acompanhamento e performance dos grupos como suporte para esses técnicos. As duas modalidades visam ampliar o acesso a conteúdo especializado sobre sustentabilidade na cadeia produtiva do café de todo o Brasil.

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Quem acessa a Plataforma também encontra vários conteúdos extras à disposição, como cartilhas e planilhas básicas. Quando completados, todos os cursos dão direito a certificado. Para acessar, o interessado deve ser vinculado a uma instituição parceira (confira aqui(https://www.produtorinformado.com.br/#parceiros)) do Programa Produtor Informado e preencher um cadastro, fornecendo informações como nome, CPF, e-mail e região da propriedade.

PRODUTOR INFORMADO

Criado em 2006 pelo Cecafé, com foco na inclusão digital de produtores, o Produtor Informado era amparado em aulas presenciais, ministradas aos cafeicultores em laboratórios de informática construídos nas zonas rurais.

Em 2015, a partir de parceria com a GCP, houve a inserção de novos conteúdos no curso, com destaque para práticas agrícolas sustentáveis, gestão social e ambiental. Com esse modelo mais recente, o Produtor informado capacitou cerca de 7 mil profissionais, de mais de 130 cidades, em seis estados brasileiros.

Nessa nova fase, em 2024, o programa ganha o formato de plataforma EAD, que é uma maneira de manter o legado do Produtor Informado, ampliar a disseminação de conhecimentos na cadeia produtiva do café e expandir o acesso à informação para milhares de produtores e profissionais do setor.

SERVIÇO
  • Plataforma EAD Produtor informado
    • Cursos: sustentabilidade, tecnologia e informática
    • Acesso: gratuito e on-line
    • Inscrições
    • Formação: módulos de Sustentabilidade (manejo e tecnologia aplicados à produção de café); Tecnologia e Informática (níveis básico ao avançado e Inteligência Artificial)

Fonte: CECAFÉ

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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