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Programa ‘Viva a Vida na Melhor Idade’ registra cerca de 1.200 atendimentos realizados nos quatro Centros de Convivência de Idosos da capital

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Nesta quinta-feira (6), a programação do Viva a Vida na Melhor Idade, realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, ocorreu na unidade do Centro de Convivência de Idosos (CCI) Maria Ignês França Auad, no CPA III. A ação incluiu atendimentos médicos e diversas atividades voltadas especialmente à população idosa.

O Viva a Vida na Melhor Idade beneficiou os quatro CCIs, realizando cerca de 1.200 atendimentos, incluindo ações odontológicas para a população em situação de rua e vulnerabilidade social. Na atividade de encerramento do programa, idealizado pela primeira-dama Márcia Pinheiro, os idosos receberam atendimentos médicos em diferentes especialidades, como dermatologia, clínica geral, geriatria, nutrição, psicologia, e assistentes sociais, além de atividades integrativas, como auriculoterapia. Houve também palestras, uma delas sobre alimentação saudável.

O CCI Maria Ignês atende atualmente 293 idosos, dos quais 276 participam ativamente das atividades. A unidade atende cerca de 10 bairros da região do Grande CPA e Morada da Serra, além de frequentadores que, mesmo após se mudarem das proximidades, continuam participando, muitos há mais de 12 anos.

“É muito importante a ampliação dos serviços, ainda mais porque aqui aproximadamente 60% dos nossos idosos utilizam muletas devido a alguma deficiência motora, como consequência de AVC ou esquizofrenia. Nós atendemos um grupo muito grande de idosos que precisam literalmente da hidroginástica, por exemplo, por recomendação médica. Eles se adaptam muito bem à atividade. Hoje, muitos passaram por consultas para viabilizar o atestado que permitirá a continuidade das práticas no ano que vem”, explicou Andrea Eloize Couto da Silva, coordenadora do CCI Maria Ignês França Auad. O atestado também serve para revalidar o cadastro junto ao CCI.

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Roberta Pereira de Almeida, de 68 anos, moradora do CPA, Setor 5, é uma novata no CCI, mas já apaixonada pelo atendimento e pelas atividades. Ela conta que não frequentava antes devido aos cuidados com sua mãe, de 93 anos, que foi usuária do espaço por 10 anos e só parou devido à saúde debilitada. “Gosto muito daqui, me sinto muito bem, nem tenho vontade de ir embora. Eles nos tratam com muito carinho. Duas vezes na semana faço hidroginástica, por orientação médica”, relatou Roberta. Segundo ela, enquanto for possível conciliar com os cuidados da mãe, continuará frequentando o CCI, que também serve para recarregar suas energias.

Amerivaldo Leite Vieira, de 69 anos, frequentador do local há 5 anos, e morador do CPA 4, já se sente bem familiarizado com o CCI e participa com entusiasmo. Ele é incentivado pela esposa, Dercilei Auxiliadora da Silva, de 55 anos, que ainda não pode participar por não ter a idade mínima. “Sempre estou presente nas programações, bailes e festividades. Hoje vim buscar o atestado para continuar as atividades e refazer o cadastro. Tenho muitos amigos aqui, e minha esposa me incentiva muito”, destacou.

“Nossa, eu amo esse lugar! Há 10 anos participo aqui. Moro no CPA 1, faço ginástica e palavras cruzadas todos os dias, o que me ajuda muito com a mente. Em casa, ainda faço biscoitinhos. Também gosto muito das palestras, elas ensinam muitas coisas para nós”, disse dona Lurdes Camargo Gomes, de 73 anos.

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Cuiabá conta com quatro Centros de Convivência para Idosos: Maria Ignês, João Guerreiro, Padre Firmo e Aidee Pereira. Nesses espaços, os idosos têm acesso a uma ampla programação voltada à qualidade de vida, além de orientações sobre benefícios sociais. Atualmente, a rede coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência atende 1.217 idosos cadastrados.

As atividades ofertadas incluem hidroginástica, ginástica, jogos de mesa, oficinas de crochê, palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo, encontros intergeracionais e passeios culturais. A Secretaria mantém parcerias com a Secretaria de Saúde, Secretaria de Fazenda, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, promovendo ações integradas para ampliar o diálogo e a participação social.

“Desde o início da administração do prefeito Emanuel Pinheiro, as atividades voltadas à população idosa foram ampliadas, com destaque para parcerias como as do Conselho Municipal da Pessoa Idosa e convênios que promovem a inclusão de mais idosos, retirando-os da situação de vulnerabilidade social. Isso demonstra o total respeito e a valorização que a administração do prefeito Emanuel Pinheiro tem pelos idosos. Assim como dedicamos atenção especial à população em situação de rua, os idosos recebem todo o apoio necessário, coordenado pela Secretaria de Assistência Social. É um trabalho contínuo, que vem sendo fortalecido desde o início da gestão. A melhoria da qualidade de vida da população idosa sempre foi uma das principais bandeiras da nossa administração”, destacou a primeira-dama Márcia Pinheiro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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