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Ibovespa Registra Alta em Dia de Resultados Corporativos, com Embraer Liderando Avanços

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Nesta quinta-feira, o Ibovespa apresentou uma alta notável, impulsionado pelo cenário externo e pela divulgação de resultados financeiros de diversas empresas. A Embraer destacou-se com um aumento de quase 8% em suas ações, após um crescimento de 50% em seu lucro do segundo trimestre. Em contraste, a Ultrapar enfrentou uma queda significativa devido a resultados operacionais abaixo das expectativas.

Por volta das 12h30, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,8%, alcançando 128.528,04 pontos, próximo de sua máxima do dia, que foi 128.544,17 pontos. O volume financeiro negociado era de 7,95 bilhões de reais.

No cenário internacional, os mercados norte-americanos estavam em alta, com o S&P 500 avançando 1,9%, o que favoreceu o desempenho positivo da bolsa paulista. A valorização dos preços do petróleo também contribuiu, embora o minério de ferro tenha apresentado um desempenho misto.

Os analistas do Itaú BBA destacaram que o Ibovespa continua sua trajetória de recuperação, aproximando-se da máxima anterior de 128.700 pontos alcançada na semana passada. Eles ressaltaram a incerteza sobre a capacidade do índice de superar essa marca e alcançar a próxima barreira de médio prazo, situada entre 130.000 e 131.700 pontos.

Destaques do Mercado
  • Embraer (EMBR3): As ações avançavam 7,95%, impulsionadas por um aumento de 50,6% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre, que atingiu 416 milhões de reais. A receita cresceu 23%. Apesar das limitações na cadeia de fornecimento, a Embraer está a caminho de cumprir suas metas anuais. Além disso, a Latam Airlines está considerando ampliar sua frota com os jatos E2 da Embraer.
  • Braskem (BRKM5): Registrava uma valorização de 6,17%, mesmo com um prejuízo de 3,74 bilhões de reais no segundo trimestre, impactado por um resultado financeiro negativo. O Ebitda ajustado subiu para 1,67 bilhão de reais, e o endividamento da empresa caiu. A Braskem também pediu a revisão da tarifa antidumping sobre o PVC importado dos EUA.
  • Dexco (DXCO3): As ações subiam 8,11%, impulsionadas pelos resultados positivos do balanço do segundo trimestre, com um lucro líquido recorrente de 126,3 milhões de reais e Ebitda ajustado de 376,5 milhões de reais.
  • Cogna (COGN3): Avançava 3,9%, após relatar um prejuízo líquido de 8,32 milhões de reais no segundo trimestre, uma melhora significativa em relação ao ano anterior. O presidente da Cogna expressou confiança em fechar o ano com lucro líquido.
  • Eletrobras (ELET3): Subia 3,25%, após divulgar um lucro líquido de 1,74 bilhões de reais no segundo trimestre, um aumento de 7,6% em relação ao ano passado. O Ebitda regulatório recorrente cresceu 9,6%. A empresa está preparando projetos hidrelétricos para futuros leilões de capacidade.
  • Ultrapar (UGPA3): As ações caíam 5,4%, apesar de ter dobrado o lucro líquido no segundo trimestre, com crescimento expressivo na divisão Ipiranga. O Ebitda ajustado aumentou 37%, para 1,28 bilhões de reais. O CEO da Ipiranga previu um mercado de combustíveis mais equilibrado no segundo semestre.
  • CVC Brasil (CVCB3): Recuava 1,6%, refletindo um prejuízo líquido de 22,2 milhões de reais no segundo trimestre, embora esse valor tenha sido 86,7% menor do que no ano passado. O Ebitda ajustado melhorou para 70,3 milhões de reais. Na véspera, as ações haviam subido quase 10%.
  • Banco do Brasil (BBAS3): Cedia 0,99%, apesar de um aumento no lucro líquido ajustado para 9,5 bilhões de reais no segundo trimestre. O balanço revelou aumento na inadimplência e redução nos níveis de capital. O banco revisou para cima sua estimativa de provisões para o ano.
  • Itaú Unibanco (ITUB4): Avançava 0,65%, e Bradesco (BBDC3) registrava um aumento de 0,5%. Santander Brasil (SANB11) valorizava-se 0,53%.
  • Petrobras (PETR3): Subia 0,55%, beneficiada pelo aumento dos preços do petróleo. A expectativa é de que a estatal divulgue seu balanço após o fechamento do mercado, incluindo a decisão sobre a distribuição de dividendos.
  • Vale (VALE3): Registrava uma alta de 0,28%, com o desempenho misto dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado em Dalian caiu 3,63%, enquanto o vencimento de referência em Cingapura avançou 0,61%.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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