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Programa de Incentivo Impulsiona a Pecuária Sustentável no Pantanal e Garante Até 187 Dias de Suplementação

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O Programa Carne Orgânica e Sustentável do Pantanal tem se destacado como um modelo de integração entre produção, conservação e valorização do produtor rural. Com o pagamento de incentivos de até R$ 7,50 por arroba, o equivalente a R$ 150 por animal de 20 arrobas, os pecuaristas da região garantem recursos suficientes para custear 187 dias de suplementação mineral adensada.

Os resultados mais recentes foram apresentados pela Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) durante a 27ª Feapan, em Corumbá (MS), e mostram o impacto positivo da iniciativa na economia e na sustentabilidade do Pantanal.

R$ 67 Milhões Investidos e Alta Adesão dos Produtores

Desde 2019, o programa acumula 606.385 animais abatidos, com 96,5% em conformidade — o que representa 584.962 animais incentivados. Nesse período, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), já repassou R$ 67,2 milhões aos pecuaristas participantes.

Atualmente, o programa conta com 144 propriedades cadastradas, 98 profissionais habilitados (entre veterinários, zootecnistas e agrônomos) e 14 frigoríficos certificados. Apenas em 2024, 183 mil animais foram abatidos dentro dos critérios de sustentabilidade e rastreabilidade, com acompanhamento de 91 técnicos credenciados.

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Incentivos Econômicos e Sustentabilidade Caminham Juntos

O bônus médio pago é de R$ 139,68 por animal na modalidade orgânica e R$ 115,05 na modalidade sustentável. Para Guilherme de Oliveira, diretor executivo da ABPO, o resultado reforça que sustentabilidade e rentabilidade podem coexistir na pecuária pantaneira.

“Eventos como a Feapan fortalecem o diálogo entre produtores, entidades e governo. O Pantanal não produz apenas carne, produz valor. Nosso desafio é ampliar a adesão e mostrar ao mundo que o bioma é capaz de gerar carne de qualidade com responsabilidade ambiental e social”, destacou Oliveira.

Preservação Ambiental e Reconhecimento ao Produtor

Os indicadores ambientais refletem o sucesso da iniciativa: 45% dos abates realizados no Pantanal já são incentivados, enquanto 82,8% da vegetação nativa permanece preservada. Além disso, o bioma possui 3.292 cadastros no CAR (Cadastro Ambiental Rural), sendo 95% de propriedades privadas, o que evidencia o papel do produtor na conservação da biodiversidade e da cultura local.

Para Márcio Silva, representante da Semadesc, o programa representa uma política pública inovadora, que valoriza o trabalho dos pecuaristas.

“Devolvemos parte do ICMS recolhido pelos frigoríficos ao produtor que mantém sua atividade de forma sustentável. É um reconhecimento simbólico, mas de grande relevância, pois ajuda a preservar uma história de mais de 300 anos do Pantanal”, afirmou.

Modelo de Pecuária Sustentável com Olhar Internacional

Com resultados sólidos e o crescente interesse do mercado internacional por produtos sustentáveis, o Programa Carne Orgânica e Sustentável do Pantanal consolida-se como referência mundial em produção responsável.

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A iniciativa comprova que é possível gerar renda, preservar o bioma e manter viva a tradição pantaneira, reforçando o protagonismo do Brasil na produção de carne de qualidade com respeito ao meio ambiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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