AGRONEGÓCIO

Prefeito sanciona orçamento com receita estimada em R$ 5,4 bilhões

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O prefeito Abilio Brunini sancionou na quarta-feira (15) a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pela Câmara Municipal.

Trata-se da lei que estima a receita e fixa as despesas do município para 2025 e é fundamental ao equilíbrio das contas públicas. A sanção foi publicada numa edição extra da Gazeta Municipal.

A arrecadação e a despesa prevista para 2025 corresponde a R$ 5,4 bilhões.

As despesas fiscais serão de R$ 2,8 bilhões, enquanto a seguridade social, parcela do orçamento que abrange as ações de saúde, previdência e assistência social, é de R$ 2,5 bi. Os investimentos próprios estão em R$ 9,8 milhões.

A Secretaria Municipal de Saúde vai administrar R$ 1,8 bilhão, a maior quantia do orçamento. Deste montante, R$ 1,4 bilhão é destinado ao Fundo Municipal de Saúde.

Outros R$ 372 milhões são destinados à Empresa Cuiabana de Saúde Pública, responsável pela administração do Hospital Municipal de Cuiabá e o Hospital São Benedito.

Já a Secretaria Municipal de Educação vai dispor de R$ 954,777 milhões. A Secretaria de Obras Públicas, responsável pela execução de projetos de infraestrutura, vinculados a obras de asfalto, vai dispor de R$ 725 milhões, terceiro maior orçamento.

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A Secretaria Municipal de Gestão vai dispor de R$ 664 milhões. Desta quantia, R$ 342 milhões é destinado ao Fundo de Previdência Social dos Servidores Públicos.

Confira o orçamento das demais secretarias municipais:

Governo – R$ 107 milhões

Controladoria Geral do Município – R$ 6,5 milhões

Procuradoria Geral do Município – R$ 80 milhões

Gabinete da vice-prefeitura – R$ 3,8 milhões

Fazenda – R$ 120 milhões

Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência – R$ 134 milhões

Cultura, Esporte e Lazer – R$ 38,5 milhões

Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico – R$ 21,9 milhões

Mobilidade Urbana – R$ 267 milhões

Comunicação – R$ 12,9 milhões

Planejamento – R$ 7,1 milhões

Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável – R$ 71,7 milhões

Turismo R$ 8,346 milhões

Habitação e Regularização Fundiária – R$ 25,965 milhões

Ordem Pública e Defesa Civil – R$ 95,077 milhões

Mulher – R$ 6,125 milhões

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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