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Prefeitura de Cuiabá reforça rede de atendimento rápido e integrado no combate ao AVC

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A Prefeitura de Cuiabá vem fortalecendo o atendimento rápido e integrado aos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. No Dia Nacional e Mundial de Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro, a gestão municipal destaca o papel decisivo das ações desenvolvidas por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que garantem respostas ágeis e eficazes à população.

Cuiabá conta com uma rede estruturada de urgência e emergência nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — Norte (Morada do Ouro), Sul (Osmar Cabral), Oeste (Verdão) e Leste (Leblon) — que funcionam de forma integrada ao programa SOS AVC, referência nacional em atendimento rápido a pacientes com suspeita da doença.

O programa, criado e mantido pela Prefeitura, assegura que o paciente receba atendimento dentro da janela terapêutica de quatro horas, tempo crucial para evitar sequelas e aumentar as chances de recuperação neurológica. Assim que a suspeita é confirmada, o paciente é encaminhado imediatamente ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), unidade de referência no tratamento do AVC.

“A agilidade no reconhecimento dos sintomas e no encaminhamento correto é o que salva vidas. Cuiabá possui uma rede preparada e comprometida com o cuidado rápido e eficaz, garantindo o melhor atendimento possível aos pacientes”, ressaltou a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona.

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Somente em outubro, 23 pacientes com diagnóstico confirmado de AVC deram entrada nas UPAs da capital. Em todos os casos, o atendimento seguiu rigorosamente os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reforçam a importância do tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao serviço especializado.

“Todo paciente com sintomas de AVC é tratado como prioridade. Se estiver dentro da janela de quatro horas, é encaminhado com urgência ao HMC, dentro do programa SOS AVC. Quando o tempo ultrapassa esse limite, o suporte clínico é mantido de forma integral, garantindo o melhor cuidado possível”, explicou o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça.

Cada UPA da capital dispõe de duas ambulâncias de prontidão e, em casos suspeitos de AVC, é acionado o protocolo de fila zero, que garante transporte imediato e sem espera até o HMC.

Reforçando essa estrutura, em outubro deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) passou a integrar a rede de atendimento pré-hospitalar do programa SOS AVC, ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência. A parceria permite o início do atendimento ainda durante o deslocamento, assegurando mais agilidade nas primeiras três horas, consideradas decisivas para o prognóstico e a sobrevida do paciente.

“O combate ao AVC é uma corrida contra o tempo, e em Cuiabá nós temos conseguido garantir que esse tempo seja usado a favor da vida. O trabalho integrado entre as UPAs, o Hospital Municipal de Cuiabá e agora também com o apoio do Corpo de Bombeiros tem feito a diferença no desfecho dos casos. Nossa prioridade é salvar vidas e reduzir as sequelas, oferecendo um atendimento humanizado, ágil e de qualidade para todos os cuiabanos”, destacou o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago.

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O tratamento rápido é essencial, especialmente nos casos de AVC isquêmico, causado por um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo cerebral. O reconhecimento precoce dos sintomas e o encaminhamento imediato são fatores determinantes para restaurar a circulação e reduzir danos neurológicos.

A Prefeitura de Cuiabá reforça o alerta: ao identificar qualquer sinal de AVC, procure atendimento médico imediatamente. No caso do AVC, cada minuto faz diferença.

Principais sintomas de um AVC:
• Fala confusa ou dificuldade para se expressar;
• Assimetria facial (queda de um dos cantos da boca);
• Fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo;
• Dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos;
• Desmaio ou perda repentina de consciência;
• Incapacidade de fechar um dos olhos;
• Dor de cabeça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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