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Produtos biológicos solucionam a raiz do problema na infestação de nematoides em lavouras de soja, milho e algodão

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Inimigos microscópicos das lavouras e de longa perpetuação na rizosfera (podendo permanecer por mais de 05 anos viáveis no solo, dependendo do gênero e espécie) os nematoides são grandes vilões da produtividade em diversas culturas, pois prejudicam o desenvolvimento das plantas ao mesmo tempo em que são porta de entrada para outras doenças. O uso frequente de insumos químicos na agricultura afeta cada vez mais a biota natural do solo, favorecendo a elevação do índice desses vermes, que se alimentam das raízes das plantas, interferindo na capacidade produtiva da cultura.

“Com o passar dos anos, os agroquímicos foram perdendo eficácia devido à resistência adquirida pelos fitonematoides. Os agricultores já enxergam os biológicos como principal ferramentas para o controle. Hoje, mais de 90% dos nematicidas para a soja adquiridos no Brasil são biológicos, aplicados via tratamento de sementes ou sulco de plantio, e esse número é crescente. Além de eficazes, beneficiam o solo e a planta, protegendo a produtividade”, informa Thales Facanali Martins, gerente de Portfólio da Biotrop – empresa líder em soluções naturais e biológicas para a agricultura.

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Os prejuízos com nematoides acendem o alerta: os agricultores brasileiros têm perdas anuais de R$ 35 bilhões no campo, sendo R$ 15 bilhões só no cultivo de soja, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN).

Entres os principais nematoides do sistema soja / milho / algodão estão o Pratylenchus brachyurus, encontrado especialmente no milho; o Rotylenchulus reniformis, frequentemente verificado em lavouras de algodão; e o Meloidogyne incognita, observado em diversas culturas, com altíssimo poder de ocasionar prejuízo na soja e no algodão. Um alerta também para o Heterodera glycines, nematoide que vêm tendo aparição destacada, especialmente no estado do Mato Grosso.

“O uso de produtos biológicos adiciona microrganismos vivos à biota do solo, como fungos e bactérias benéficas, que têm ação direta contra os nematoides. Interrompe, assim, um ciclo prejudicial às plantas, que acabaria inclusive ocasionando a proliferação de outras doenças no solo, potencializadas pelas lesões causadas nas raízes.”, informa o especialista, citando Bacillus spp. – espécies de bactérias utilizadas como nematicida biológico – que atuam como antagonistas, protegendo preventivamente as plantas cultivadas e ainda estimulando o crescimento das plantas.

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A Biotrop possui em sua linha de biológicos o Biomagno, produto eficaz no combate de fungos de solo e das principais espécies de nematoides que atingem as lavouras de algodão, milho e soja, tais como o Nematoide-das-galhas, Nematoide-das-lesões e nematoide-do-cisto. Biomagno age de múltiplas formas contra esses alvos, inclusive com efeito direto, devido sua composição exclusiva. Com múltiplos modos de ação que potencializam a diversidade no solo, permite à planta exprimir todo o seu potencial produtivo.

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Umidade pode cair a 11% e manter regiões produtoras em alerta

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A mudança no tempo prevista para o início desta semana será regional e ainda não representa o fim do período de calor e baixa umidade que atingiu grande parte do Brasil nos últimos dias. As instabilidades devem se concentrar no Rio Grande do Sul, enquanto o tempo permanece firme no Centro-Oeste, no interior do Sudeste e do Nordeste e no sul da Região Norte.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o deslocamento do sistema que provocou tempestades no Sul durante o fim de semana favorece a redução das chuvas no Paraná e em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, ainda há possibilidade de chuva e trovoadas, principalmente nas áreas próximas à fronteira com o Uruguai.

No restante do país, a previsão oficial disponível até segunda-feira (17.08) indica continuidade do calor e da baixa umidade. A condição mantém a atenção dos produtores para a perda de água no solo, o ressecamento das pastagens e o aumento do risco de incêndios em lavouras, áreas de vegetação e propriedades rurais.

O veranico é caracterizado por uma sequência de dias secos e quentes durante o inverno, provocada geralmente pela atuação de uma área de alta pressão atmosférica. Esse sistema reduz a formação de nuvens e dificulta o avanço das frentes frias pelo interior do país.

O Inmet monitora a possibilidade de uma onda de calor em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e porções do Amazonas e do Pará. O fenômeno, porém, ainda não estava oficialmente confirmado no boletim mais recente.

Para que um episódio seja classificado como onda de calor, as temperaturas máximas precisam permanecer pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos. Até o momento da atualização, as estações do instituto ainda não haviam registrado essa condição pelo período necessário.

No Centro-Oeste, a segunda-feira deve ser de sol, poucas nuvens e temperaturas elevadas. A máxima pode chegar a 38°C em Cuiabá. O calor também continua em Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, acompanhado de baixos índices de umidade relativa do ar.

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Os modelos utilizados pelo Inmet indicam umidade mínima próxima de 11% em pontos do norte de Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, oeste da Bahia e áreas isoladas de Goiás. Índices tão baixos aumentam a evaporação e reduzem rapidamente a água disponível nas camadas superficiais do solo.

Para o produtor, a condição exige cuidado com operações de pulverização. Temperatura elevada, umidade muito baixa e vento aumentam as perdas por evaporação e o risco de deriva. As aplicações devem respeitar as recomendações do produto, as condições meteorológicas e a orientação técnica, com prioridade para os horários mais adequados.

A seca também eleva o risco de propagação do fogo. Máquinas em operação, redes elétricas, queimas irregulares e qualquer fonte de faísca podem iniciar incêndios com avanço rápido sobre palhadas, pastagens e vegetação seca.

Na pecuária, o calor aumenta a necessidade de água e pode provocar estresse térmico, principalmente em animais mantidos em áreas sem sombra. O produtor deve revisar bebedouros, garantir disponibilidade de água limpa e evitar manejos intensos nos horários mais quentes.

No Sudeste, o interior de São Paulo e grande parte de Minas Gerais permanecem sob influência do ar seco. A faixa litorânea terá maior nebulosidade, com possibilidade de nevoeiro pela manhã, mas essa umidade não deve avançar de forma significativa para as principais áreas agrícolas do interior.

Na Região Norte, as pancadas de chuva ficam concentradas no noroeste do Amazonas e de Roraima. No sul do Pará, em Tocantins, Rondônia e sudeste do Amazonas, predomina o tempo quente e seco. Palmas pode registrar máxima de 38°C.

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No Nordeste, a chuva deve aumentar no leste da Bahia, em Sergipe e Alagoas, com possibilidade de precipitação isolada no litoral de Pernambuco e do Maranhão. No Matopiba, especialmente no oeste da Bahia e em áreas do Maranhão e do Piauí, o calor e a baixa umidade continuam predominando.

A situação é diferente no Sul. Depois dos grandes volumes registrados em Santa Catarina durante o fim de semana, as instabilidades se deslocam para o Rio Grande do Sul. Paraná e Santa Catarina terão elevação das temperaturas e tempo mais firme na maior parte das áreas.

Nas regiões produtoras de trigo do Rio Grande do Sul, a continuidade da chuva exige atenção. Excesso de umidade e períodos prolongados de molhamento podem favorecer doenças fúngicas, dificultar tratamentos e comprometer a qualidade das lavouras, dependendo do estágio de desenvolvimento das plantas.

Em áreas com solo encharcado, o produtor deve evitar a entrada precipitada de máquinas para não ampliar a compactação e os danos à estrutura do terreno. Também é necessário acompanhar o aparecimento de doenças e ajustar o manejo com orientação agronômica.

Para o plantio da próxima safra de verão, as chuvas isoladas não devem ser interpretadas como início regular do período úmido no Centro-Oeste e no interior do Sudeste. A semeadura depende de umidade suficiente no perfil do solo e de previsão de continuidade das precipitações, evitando a germinação seguida por um novo período seco.

O quadro para o começo da semana, portanto, não indica uma virada generalizada no clima brasileiro. A chuva muda de posição e permanece concentrada principalmente no extremo Sul e em faixas do litoral, enquanto o calor, a baixa umidade e o risco de incêndios continuam como os principais fatores de atenção nas maiores regiões produtoras do interior.

Fonte: Pensar Agro

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