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Produtores rurais: os guardiões da sustentabilidade ambiental

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De acordo com José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), nenhum grupo está mais comprometido com a proteção dos recursos naturais e o enfrentamento da crise ambiental global do que os produtores rurais. Com o apoio técnico e profissional oferecido pelo Senar, eles se preparam para superar os desafios impostos pelas mudanças climáticas que afetam todo o planeta. Diante de um cenário de eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis, esses produtores desempenham um papel crucial na preservação do meio ambiente e na sustentabilidade das atividades agropecuárias e extrativistas.

Os produtores rurais, por sua ligação direta com o solo, a água e o clima, são, na prática, os verdadeiros guardiões do meio ambiente. A qualidade dos recursos naturais é essencial para a viabilidade econômica de suas atividades, tornando a relação entre o produtor e o meio ambiente profunda e vital. Solo fértil, água limpa e condições climáticas equilibradas são imprescindíveis tanto para a produção agrícola quanto para a pecuária intensiva.

Uma das evidências mais concretas do compromisso dos produtores com a preservação ambiental está na manutenção de áreas de Reserva Legal, matas ciliares e encostas de morros dentro de suas propriedades. Essas áreas protegidas por lei desempenham um papel essencial na manutenção da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e prevenção de desastres naturais, como erosões e deslizamentos de terra. Além disso, essas reservas contribuem para o sequestro de carbono, ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

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O Senar se destaca como um parceiro fundamental dos produtores nesse contexto. Atendendo cerca de 140 mil produtores anualmente em Santa Catarina, a instituição oferece cursos e treinamentos gratuitos, de alta qualidade, com foco na exploração sustentável dos recursos naturais. Através de conteúdo científico e tecnológico atualizado, os treinamentos capacitam os produtores a adotar práticas de manejo que minimizam os impactos ambientais, promovem a recuperação de áreas degradadas e aumentam a resiliência das atividades agropecuárias frente às mudanças climáticas.

Essas capacitações também incentivam a implementação de sistemas de produção mais sustentáveis e diversificados, que são menos vulneráveis às variações climáticas. Com o conhecimento adquirido, os produtores rurais são capacitados a enfrentar os desafios do clima extremo com técnicas que vão desde a irrigação eficiente até a conservação do solo e o manejo adequado de pragas e doenças.

Outro aspecto relevante é que a capacitação técnica promove o empoderamento dos produtores rurais, tornando-os agentes ativos na busca por soluções para os desafios climáticos. Com as habilidades adquiridas, eles participam de forma mais efetiva em debates e na formulação de políticas públicas voltadas para o meio ambiente e a agricultura, trazendo sua experiência e visão prática para a construção de um futuro sustentável.

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Em síntese, a capacitação técnica e profissional oferecida por instituições como o Senar é uma ferramenta essencial para que os produtores rurais enfrentem os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Com essa preparação, eles não apenas garantem a sustentabilidade de suas atividades econômicas, mas também contribuem de forma significativa para a preservação do meio ambiente e a mitigação dos impactos das alterações climáticas. Dessa maneira, os produtores reafirmam seu papel como grandes protetores dos recursos naturais, fundamentais para o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade das próximas gerações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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