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Programa de Recuperação Ambiental do Imac alcança 1,3 mil hectares em Mato Grosso

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O Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), tem apresentado resultados significativos em Mato Grosso, com a recuperação de 1,3 mil hectares em propriedades rurais voltadas para a pecuária. Criado com o objetivo de auxiliar os produtores a regularizar áreas embargadas, o Prem permite a reintegração das propriedades ao mercado, permitindo a venda de carne para as indústrias frigoríficas.

A metodologia do programa inclui um diagnóstico inicial da propriedade, seguido pela assinatura de um termo de compromisso entre o produtor e o Imac. Neste documento, o produtor se compromete a isolar e não utilizar as áreas de desmatamento ilegal. Além disso, são realizadas autovistorias durante um período de cinco anos para monitorar as ações de recuperação e avaliar os resultados obtidos.

Atualmente, 472,6 hectares de áreas degradadas estão sendo monitorados dentro de propriedades que somam um total de 255,8 mil hectares. A fase inicial do processo envolve uma análise de elegibilidade, que verifica se o produtor cumpre os requisitos para adesão ao programa.

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O consultor técnico do Imac, Tássio Bizelli, destaca a importância do Prem para o estado e para os produtores rurais. “O Prem é uma ferramenta fundamental, não apenas para os produtores, mas também para todo o estado. Ele possibilita a regularização comercial de aqueles que estão bloqueados pelas indústrias frigoríficas, promovendo a inclusão e a transparência na cadeia produtiva da pecuária”, afirma Bizelli.

A adesão de novos produtores ao Prem será um dos temas abordados pelo Imac durante a Show Safra, que ocorrerá entre os dias 24 e 28 de março em Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá. No evento, pecuaristas terão a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o programa e dar início aos procedimentos para ingressar na iniciativa.

Bizelli enfatiza ainda os benefícios do programa, que não só apoia a regularização ambiental junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, mas também permite aos pecuaristas retomar a comercialização direta com as indústrias frigoríficas, garantindo melhores valores de venda e a segurança na aquisição de carne. “O impacto é muito positivo para o setor”, conclui.

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Além dos benefícios do Prem, a participação do Imac no Show Safra também será destacada no World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne), o maior evento do setor agropecuário do mundo, que pela primeira vez será realizado no Brasil, com sede em Cuiabá. O congresso, que ocorrerá entre os dias 27 e 30 de outubro, reforça a posição de Mato Grosso como um dos maiores produtores e exportadores de carne do planeta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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