AGRONEGÓCIO

Produtores recebem oficina técnica de produção de mel

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Produtores rurais da Comunidade Bela Vista tiveram a oportunidade de aprender sobre a arte de produzir mel através do programa Agro da Gente, desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico. A oficina técnica para apicultores iniciantes de 2025 aconteceu na sexta-feira (24) no Sítio Recanto da Vovó, de propriedade de quatro irmãos e a matriarca da família, Hilda Alves dos Santos e contou com novos interessados na produção.

O programa de apicultores visa alcançar novos produtores e produtoras rurais como nova alternativa de renda na propriedade. A perspectiva é de bons projetos, no que diz respeito ao desenvolvimento dos trabalhos, conforme determinação do prefeito Abilio Brunini. Especialmente porque a apicultura se encaixa perfeitamente na agricultura familiar. Atualmente 44 apicultores integram o programa Agro da Gente e fazem parte da Cooperativa Cuiabana de Apicultores (Coopabel). Eles são de diferentes regiões, como Aricazinho, Barreirinho, 21 de Abril, Rio dos Couros, Raizama, Bela Vista e da Serra da Laramjeira, no Distrito da Guia.

“Queremos que o conhecimento seja multiplicado, e vocês que prospectam como iniciantes na apicultura têm esse conhecimento e isso é muito importante para a cadeia produtiva”, frisou o secretário Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Fellipe Corrêa.

“Esta primeira aula é uma demonstração do exercício do trabalho, com conteúdo teórico e na prática. Trabalhar com a apicultura é muito bom, prático e a gente se apaixona”, frisou o palestrante Juraci Rodrigues, que é técnico agrícola e preside a Coopabel.

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Para Francisco Alves, um dos participantes, o alvo é aprender. “O aluno espera do professor e com o conhecimento adquirido vai se multiplicar e quer ajuda para expandir. Então, hoje, vivenciamos aqui na Comunidade Bela Vista este marco que é motivo para a gente se alegrar”, disse ele.

Entre os participantes estava Osvaldo Alves Pereira, um dos proprietários do Sítio Recanto da Vovó (Lote 25), que sediou o evento. Apesar de se considerar uma pessoa urbana, porque reside mais na cidade do que no campo, Osvaldo figura como um aprendiz de sucesso. Há um ano e meio ele acompanha o desenvolvimento da apicultura no sítio, onde seus irmãos coordenam o trabalho. “Saímos do zero em questão de conhecimento para apicultura e hoje temos sete caixas produtoras de mel. A apicultura é uma atividade que não deixa resíduos. O capital de investimento é baixo e a rentabilidade é alta. Não é brincadeira, é lucrativa. Eu me encontrei na apicultura”, confidenciou Osvaldo, motivando as pessoas.

A produção de mel pode ser comercializada por meio da Cooperativa que foi criada para dar o suporte técnico do início ao fim do processo produtivo, que é a venda do produto com os critérios e garantias de origem e qualidade, obedecendo os padrões de inspeção sanitária.

Além do secretário Felipe Corrêa, Secretário Adjunto Vicente Falcão, Diretor de Agricultura e Abastecimento Renildo França, Coordenador de Agricultura Engenheiro Agrônomo Pedro Mello, Equipe Técnica da Diretoria de Agricultura e Abastecimento, o engenheiro Reginaldo Lemos, o Zootecnista Fernando Caxeiro, o coordenador de Feiras de Abastecimento Alimentar de Cuiabá, Luiz Alberto Rodrigues Leite e servidores da Secretaria de Agricultura na equipe de apoio ao evento.

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OFICINA TÉCNICA

Na lida com as abelhas foi possível ver como se formam as colmeias, os favos sendo preenchidos, a abelha rainha postando os ovos para proliferação das abelhas operárias. “O que eu vi foi maravilhoso demais. Eu creio que vou captar o que me passaram, captar o que eu aprendi. Fiquei maravilhado. O que vimos foi mais que explanado na aula. O trabalho não é pesado, exige atenção no manuseio”, detalhou Francisco Alves.

Para o conhecimento prático, todos estavam devidamente paramentados com o EPI, botas e luvas apropriadas para o manuseio das abelhas e receberam todas as instruções do palestrante, Juraci Rodrigues.

#PraCegoVer

A foto mostra um grupo de pessoas vestindo trajes de apicultor (macacões de proteção claros e amarelos, com chapéus e véus de tela) reunidas em um gramado verde, próximo a uma área de mata densa. Elas estão ao redor de um veículo utilitário preto, que está parcialmente encoberto pela vegetação. Algumas pessoas estão manipulando caixas ou equipamentos relacionados à apicultura. O cenário é ao ar livre, em um dia claro, com árvores altas ao fundo criando uma borda natural. A atividade parece ser uma inspeção ou transporte de colmeias, sugerido pelo uso de roupas de proteção.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País

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Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária  (Mspa), compiladas pelo DataHub,  núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.

O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.

Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).

A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.

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Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.

O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.

O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.

O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.

Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.

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Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.

Fonte: Pensar Agro

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