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Produtores agropecuários da Argentina e do Brasil fortalecem laços em visita organizada pelo IICA

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Produtores agropecuários argentinos de Santa Fé e Córdoba, dois das principais províncias produtoras do país, visitaram Brasília, a capital do Brasil, durante três jornadas de trabalho em que houve intercâmbio de experiências sobre os avanços no agro de ambos os países em prol de uma maior sustentabilidade.

A visita foi organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e os produtores foram acompanhados pelo Representante do IICA na Argentina, Fernando Camargo.

“Foi uma visita proveitosa porque serviu para o intercâmbio entre produtores dos dois países que são potências agrícolas e verdadeiros fiadores da segurança alimentar mundial. O foco esteve nos desenvolvimentos que se têm feito em ambas as nações para melhorar a produtividade e a resiliência frente ao impacto da mudança climática, e fazê-lo com menor consumo de recursos naturais. Tanto na Argentina como no Brasil a atividade agropecuária está em processo de transformação, com um papel central da ciência e da tecnologia”, sinalizou Camargo.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), que representa os interesses do setor no Brasil, foi um dos lugares visitados. Lá, a assessora de Relações Internacionais, Camila Sande, explicou os projetos orientados à promoção comercial e o papel da tecnologia, inovação, o crédito rural e a assistência técnica para a modernização da atividade no campo brasileiro.

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O Diretor de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, (SENAR), André Sanches, referiu aos programas de formação profissional e formação social, os cursos de treinamento e a assistência que favorecem uma melhor qualidade de vida para os agricultores. Camargo, pelo seu lado, sinalizou a relevância do agro brasileiro e a capacidade do setor para produzir alimentos em harmonia com o meio-ambiente.

Na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, os produtores visitantes conheceram em detalhe as políticas públicas agrícolas desse país e seus avanços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, causa da mudança climática. Lá foram recebidos por Pedro Neto, Secretário-Adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério.

Produção e preservação

Um momento transcendente foi a jornada de percorrido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), instituição de prestígio mundial na geração e difusão de novas tecnologias para a produção de alimentos.

Lá foi feito um percorrido pelo Embrapa Cerrados, uma das 43 unidades da instituição, que foi criada em 1973 com o desafio de visibilizar as características da produção agrícola no Cerrado brasileiro, ecossistema de enorme valor ecológico, e os esforços em prol da sustentabilidade ambiental e social. Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, que combinam atividade agrícola e pecuária com a presença de bosques, têm lá uma função importante para a produção que respeita o meio-ambiente.

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A produção agropecuária e a preservação dos recursos naturais e a biodiversidade do Cerrado, que ocupa quase 2 milhões de quilômetros quadrados, também foi o tema central na visita à Cooperativa Agropecuária COOPA-DF, que há 44 anos promove a produção sustentável no valioso ecossistema do Cerrado.

A COOP-DF tem 140 associados e transforma o cooperativismo em uma ferramenta fundamental para a promoção social e econômica e para a melhor qualidade de vida dos habitantes da ruralidade brasileira.

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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