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Sipcam Nichino destaca tecnologias para hortifrútis e café na Hortitec 2026

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A Sipcam Nichino Brasil participará da Hortitec 2026 com um portfólio completo de tecnologias voltadas ao manejo fitossanitário de hortaliças, frutas e café. Considerada a principal feira de horticultura, fruticultura e cultivo protegido da América Latina, a Hortitec será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), reunindo aproximadamente 500 empresas expositoras e cerca de 30 mil visitantes.

Durante o evento, a companhia apresentará soluções para o controle de doenças, insetos e ácaros, com destaque para os fungicidas Pulsor® e Soleado®, os inseticidas Ohkami®, Takumi® e Trebon®, além do acaricida Fujimite®.

Fungicidas ganham espaço no manejo de doenças

Entre os destaques da empresa está o fungicida Soleado®, que vem ampliando sua presença no mercado após o lançamento ocorrido no ano anterior. A tecnologia tem sido utilizada no controle de importantes doenças em culturas como batata, cebola e café, incluindo mofo-branco, pinta-preta e phoma.

Outro produto que será evidenciado na feira é o fungicida Pulsor®, direcionado ao manejo da Rhizoctonia na bataticultura. A solução tem se destacado pela eficiência no controle da doença e pelo suporte ao desenvolvimento das lavouras.

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Ohkami® reforça proteção no tomate e em hortaliças

No segmento de inseticidas, o principal destaque será o Ohkami®, amplamente utilizado pelos produtores de tomate para o controle de pragas de elevado impacto econômico.

A tecnologia apresenta resultados consistentes no manejo da traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), tripes, mosca-minadora, ácaros e broca-pequena. Além da tomaticultura, o produto também vem sendo adotado em outras culturas, incluindo diversas chamadas minor crops.

Nas hortaliças folhosas e brássicas, como brócolis, repolho, couve e couve-flor, a solução tem se mostrado eficiente no combate à traça-das-crucíferas, uma das principais ameaças à produtividade desses cultivos.

Takumi® amplia presença em tomate e feijão

Outro destaque do portfólio é o inseticida Takumi®, que vem expandindo sua utilização em diferentes culturas agrícolas.

Na tomaticultura, o produto integra programas de manejo voltados ao controle da traça-do-tomateiro, broca-grande-dos-frutos, broca-pequena-dos-frutos, ácaro-rajado, tripes e mosca-minadora. Já no feijão, a tecnologia se destaca no controle da lagarta Helicoverpa armigera, uma das pragas mais desafiadoras para os produtores.

Trebon® e Fujimite® completam portfólio de especialidades

A Sipcam Nichino também levará à Hortitec o inseticida Trebon®, reconhecido pelo desempenho em culturas como tomate e café. A solução é utilizada no manejo de pragas como a broca-pequena-do-tomateiro e a broca-do-café, contribuindo para a preservação da produtividade e da qualidade da colheita.

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No segmento de acaricidas, o Fujimite® será apresentado como alternativa para o controle de importantes espécies de ácaros. Tradicional na citricultura brasileira, o produto também tem aplicação no café, para manejo dos ácaros da leprose e vermelho, além do controle do ácaro-rajado em cultivos de tomate.

Hortitec reúne as principais inovações do setor

A participação da Sipcam Nichino na Hortitec 2026 reforça a importância do evento como vitrine de tecnologias para a cadeia de hortifrútis. A feira se consolidou como um dos principais espaços para lançamento de soluções, troca de conhecimento e geração de negócios, reunindo produtores, pesquisadores, consultores e empresas de diferentes segmentos do agronegócio.

Com um portfólio voltado à proteção de cultivos de alto valor agregado, a companhia busca fortalecer sua presença entre produtores que investem em produtividade, qualidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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