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Produtor Rural deve ficar atento a novos requisitos na Declaração de Imposto de Renda 2025

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Pontos essenciais para a Declaração de Imposto de Renda do Produtor Rural em 2025

A Declaração de Imposto de Renda 2025 deve ser enviada até às 23h59 do dia 30 de maio de 2025, e a principal alteração para este ano é o novo prazo de entrega. Essa mudança pode gerar dúvidas entre os contribuintes, especialmente entre os produtores rurais. Além do prazo, é importante observar questões como a correta declaração de doações, arrendamentos e parcerias, e as novas classificações para pessoa física estabelecidas pela Receita Federal.

Doações: Limite e Tributação do ITCMD

Um dos aspectos a serem observados pelo produtor rural na declaração de IR refere-se às doações, que têm um limite por CPF. A advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro Agronegócios, destaca que as doações são permitidas até o limite de 2.500 UFESPS (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) por CPF, sem a necessidade de declaração. Contudo, se o valor recebido ultrapassar esse limite, haverá a incidência do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos), e o contribuinte deverá pagar o imposto correspondente. “É fundamental que o contribuinte entenda a legislação vigente para evitar problemas futuros”, alerta Viviane.

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Arrendamentos e Parcerias: Atenção ao Tipo de Contrato

Outro ponto crítico nas declarações de Imposto de Renda do produtor rural envolve os contratos de arrendamento e parcerias. Viviane Morales explica que uma das falhas mais comuns é a confusão entre esses dois tipos de contrato. “É essencial garantir que o contrato esteja corretamente classificado como arrendamento de terra e não como parceria. No arrendamento, o produtor paga pelo uso da terra, independentemente de lucro ou prejuízo”, esclarece a advogada. Ela ainda reforça que, após identificar o vínculo com a propriedade, o produtor deve declarar o valor pago pelo uso da terra no campo de pagamentos efetuados, além de informar o nome e o CPF de quem recebeu o pagamento.

Novas Classificações de Pessoa Física pela Receita Federal

Em 2025, a Declaração de Imposto de Renda exige que o produtor rural também observe as novas classificações estabelecidas pela Receita Federal para pessoas físicas, com base no valor do patrimônio e nas movimentações anuais. A Portaria 505/24, de 31 de dezembro de 2024, introduz a classificação de “Pessoa Física Diferenciada” para contribuintes com rendimento anual superior a R$15 milhões ou patrimônio superior a R$30 milhões. Já a classificação de “Pessoa Física Especial” se aplica a quem tenha rendimento anual igual ou superior a R$100 milhões, ou possua bens declarados de R$200 milhões. Gustavo Venâncio, advogado e diretor comercial da Lastro Agronegócios, enfatiza a necessidade de os produtores rurais atualizarem suas informações e documentos. “Este é o momento de revisar propriedades, contratos e fazer as alterações necessárias para evitar problemas com a fiscalização, que tem se intensificado”, alerta Gustavo.

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Ao estar atento a essas questões, o produtor rural poderá realizar sua Declaração de Imposto de Renda com mais segurança e evitar contratempos com a Receita Federal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Super safra de noz-pecã no RS impulsiona exportações e fortalece protagonismo brasileiro no mercado global

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A cadeia produtiva da noz-pecã no Brasil inicia 2026 com perspectivas positivas, impulsionada por uma super safra no Rio Grande do Sul e pelo avanço das exportações. Responsável por cerca de 70% da produção nacional, o estado lidera a retomada do setor após dois anos marcados por perdas causadas por eventos climáticos extremos.

O novo ciclo de crescimento será oficialmente marcado no dia 8 de maio, durante a 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, em Nova Pádua (RS). O evento reúne produtores, pesquisadores e representantes da indústria em um momento estratégico para a consolidação do Brasil no mercado internacional.

Produção em alta e foco no mercado externo

Com aumento significativo na oferta e melhoria na qualidade do produto, o setor busca ampliar sua participação em mercados tradicionalmente dominados por países como Estados Unidos e México.

Nesse cenário, a Divinut se destaca como uma das principais plataformas de exportação da noz-pecã brasileira, atuando na padronização da produção e na abertura de novos mercados. A empresa já possui presença consolidada em destinos estratégicos, como América do Norte, Oriente Médio e África.

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Capacidade industrial ampliada

Nos últimos anos, a Divinut ampliou em seis vezes sua capacidade instalada, movimento que posiciona a empresa para absorver o crescimento da produção nacional e atender à demanda internacional.

A estratégia é operar com capacidade máxima ao longo da safra, transformando o aumento da oferta em ganho de competitividade no exterior e consolidando o Brasil como fornecedor regular e confiável.

Certificações elevam padrão de qualidade

O avanço nas exportações também está diretamente ligado ao cumprimento de exigências internacionais. Em 2025, a empresa conquistou certificações reconhecidas globalmente, como FSSC 22000 e ISO 9001.

Essas credenciais colocam a indústria brasileira em um novo patamar, permitindo acesso a mercados premium e ampliando o valor agregado do produto.

Integração da cadeia produtiva

Além da atuação industrial, a empresa investe na base produtiva, com foco em escala e eficiência. Um dos destaques é a operação de um dos maiores viveiros de mudas de nogueira-pecã em raiz embalada do mundo, localizado em Cachoeira do Sul (RS).

O modelo inclui fornecimento de genética avançada, assistência técnica e compra garantida da produção, o que traz mais previsibilidade ao produtor e fortalece a profissionalização do setor.

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Brasil ganha espaço no mercado global

Com a combinação de aumento da produção, avanço tecnológico, certificações internacionais e integração da cadeia, o Brasil começa a consolidar sua posição no mercado global de noz-pecã.

O Rio Grande do Sul segue como principal polo produtivo, enquanto empresas como a Divinut atuam como vetor de expansão das exportações, reduzindo a dependência global de origens tradicionais e ampliando a competitividade do produto brasileiro no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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