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Bahia realiza 6º Fórum de Gestores para fortalecer inovação e gestão da agropecuária municipal

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Fórum reúne gestores para discutir o futuro da agropecuária baiana

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia promoverá, entre os dias 23 e 25 de março, o Fórum de Gestores da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (FEAGRI). O encontro será realizado no Centro de Convenções de Salvador, em Salvador, reunindo cerca de 500 participantes.

O evento deve contar com a presença de secretários municipais de agricultura, especialistas e representantes do setor produtivo de diversas regiões da Bahia, com o objetivo de planejar estratégias e fortalecer a gestão agropecuária no estado.

Inovação e apoio às prefeituras marcam nova edição do evento

A sexta edição do fórum apresenta novidades voltadas ao fortalecimento das gestões municipais. Entre elas está a criação do Prêmio INOVAGRO, iniciativa que reconhecerá práticas inovadoras desenvolvidas por secretarias municipais de agricultura em todo o estado.

Outra ação inédita é o Serviço de Atendimento aos Municípios (SAM), que oferecerá orientação direta às prefeituras e equipes técnicas durante o evento. O serviço terá como objetivo esclarecer dúvidas e apoiar gestores na implementação de programas, projetos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.

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Segundo o secretário estadual de Agricultura, Pablo Barrozo, o fórum foi estruturado de forma colaborativa e traz novidades para ampliar o apoio aos municípios.

“Construímos esse evento de forma coletiva, com novidades importantes e expectativa de público recorde. Com o lançamento do Prêmio INOVAGRO e do SAM, ampliamos o apoio às prefeituras e valorizamos iniciativas que estão transformando a agricultura nos municípios baianos”, destacou.

Abertura terá lançamento de iniciativas e entrega de certificados

A abertura oficial do FEAGRI está marcada para o dia 23 de março, às 17h. Durante a cerimônia serão apresentados o Prêmio INOVAGRO e o Serviço de Atendimento aos Municípios, além da entrega de certificados de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

Os documentos serão concedidos a quatro consórcios públicos intermunicipais, fortalecendo o sistema de inspeção sanitária e ampliando oportunidades para a comercialização de produtos de origem animal.

Plenárias debatem desafios da gestão agropecuária municipal

Nos dias 24 e 25 de março, a programação do fórum contará com oito plenárias temáticas voltadas aos principais desafios da gestão agropecuária nos municípios.

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Na terça-feira (24), os debates abordarão:

  • Regularização Fundiária
  • Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
  • Utilização de Águas Inservíveis
  • Outorga d’Água
  • Já na quarta-feira (25), os temas incluem:
  • Logística Reversa
  • Plano ABC+
  • Planejamento Agropecuário Municipal e Políticas Integradas
  • Captação de Recursos e Estruturação de Projetos Municipais
  • Evento também promove integração entre consórcios e câmaras setoriais

Além das plenárias, o fórum contará com reuniões com os 28 consórcios intermunicipais, encontros das câmaras setoriais de Citrus e Dendê e atendimento contínuo do SAM às prefeituras participantes.

A programação busca fortalecer a integração entre gestores públicos, técnicos e representantes da cadeia produtiva, ampliando o diálogo sobre políticas e estratégias para o desenvolvimento rural.

Premiação encerrará o fórum com reconhecimento a iniciativas inovadoras

O encerramento do evento está previsto para o dia 25 de março, às 18h, com a cerimônia de entrega do Prêmio INOVAGRO.

A premiação reconhecerá experiências inovadoras implementadas por municípios baianos, destacando iniciativas que contribuem para modernizar a gestão agropecuária e impulsionar o desenvolvimento do setor no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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