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Produção Global de Milho Deve Crescer em 2025/26, Prevê IGC

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O Conselho Internacional de Grãos (IGC) projeta um aumento na produção global de milho para a safra 2025/26, impulsionado por colheitas mais robustas nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Ucrânia. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira, na atualização mensal do órgão intergovernamental.

De acordo com o IGC, a produção mundial de milho deve alcançar 1,269 bilhão de toneladas métricas, superando os 1,217 bilhão registrados na temporada anterior. “O primeiro conjunto completo de projeções para a safra global de grãos em 2025/26 aponta para um crescimento geral na produção, com destaque para o milho, além de avanços no trigo e na cevada”, afirmou o conselho.

Nos Estados Unidos, a produção do cereal deve atingir um recorde de 394,2 milhões de toneladas, ante os 377,6 milhões estimados para 2024/25. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará, em 31 de março, seu relatório prospectivo de plantio, e o mercado já espera um aumento na área cultivada com milho. Segundo projeção da S&P Global Commodity Insights, os agricultores norte-americanos devem plantar 94,3 milhões de acres do cereal em 2025, um acréscimo de 3,7 milhões de acres em relação ao ano anterior.

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O IGC também prevê crescimento na produção de milho em outros grandes exportadores: no Brasil, a estimativa subiu de 123,3 milhões para 130 milhões de toneladas; na Argentina, de 53 milhões para 59,1 milhões; e na Ucrânia, de 26,5 milhões para 30 milhões.

Trigo

A produção global de trigo também deve apresentar crescimento na temporada 2025/26, alcançando 807 milhões de toneladas, ante os 799 milhões da safra anterior. O avanço será impulsionado, sobretudo, pela recuperação das lavouras na União Europeia e no Reino Unido.

A safra europeia de trigo foi prejudicada no ano passado devido ao excesso de chuvas, que impactou severamente a produção da França, principal produtor e exportador do bloco. Para 2025/26, o IGC projeta que a produção da UE suba de 119,4 milhões para 132,9 milhões de toneladas, ainda ligeiramente abaixo dos 133,1 milhões colhidos em 2023/24.

No Reino Unido, a produção de trigo deve alcançar 13,2 milhões de toneladas, superando os 10,9 milhões da safra 2024/25, mas permanecendo abaixo dos 14 milhões registrados em 2023/24.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

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Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

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Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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