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Primeiro Café Regenerativo do Mundo é Apresentado na Itália por Cafeicultores do Cerrado Mineiro

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No dia 1º de outubro, em celebração ao Dia Internacional do Café, o Arábica Selection Brasile Cerrado Mineiro, o primeiro café regenerativo do mundo, será apresentado em Milão, na Itália. Lançado pela illycaffè no final de 2023, o produto é resultado do trabalho de cafeicultores capacitados pelo Sebrae Minas, por meio do programa Educampo. A missão de promoção, organizada pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, faz parte da campanha “A Verdade é Rastreável”, que busca destacar a rastreabilidade e a autenticidade dos cafés do Cerrado Mineiro, conectando produtores a torrefadores, importadores e consumidores nas cidades italianas de Milão, Florença e Roma.

Durante a viagem, os cafeicultores participarão de um roadshow com o objetivo de promover a qualidade, a autenticidade e a Indicação Geográfica da Região do Cerrado Mineiro, que possui Denominação de Origem. A iniciativa também apresentará o modelo de agricultura sustentável adotado pelos produtores locais, que utilizam práticas de adaptação, mitigação e regeneração dos ecossistemas.

O Arábica Selection Brasile Cerrado Mineiro, fruto da parceria entre o Sebrae, a Expocacer e a Região do Cerrado Mineiro, é produzido em fazendas certificadas em agricultura regenerativa. Segundo Marcos Alves, gerente do Sebrae Minas na regional Noroeste e Alto Paranaíba, “esse café exemplifica nosso compromisso com a sustentabilidade, mostrando que é possível produzir com alto padrão de qualidade e de forma ambientalmente responsável, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.”

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A missão na Itália conta com o apoio de diversas cooperativas e associações do Cerrado Mineiro e é liderada por Gláucio de Castro, presidente da Federação dos Cafeicultores, ao lado de Juliano Tarabal, diretor executivo, e Tiago Furlaneto, coordenador de Denominação de Origem, além de produtores e representantes do Sebrae Minas.

Roadshow na Itália: Promoção Internacional e Conexões de Mercado

Além de promover o café do Cerrado Mineiro, a missão visa fomentar negócios B2B com torrefações e importadores italianos. Em Milão, os encontros ocorrerão na rede Cafezal, comandada pelo brasileiro Carlos Eduardo Bitencourt. Em Florença, os cafeicultores visitarão a Ditta Artigianale, rede de cafeterias e escola de baristas de Francesco Sanapo, tricampeão italiano de barismo. Já em Roma, um evento na Embaixada Brasileira incluirá uma palestra de um representante da illycaffè e uma apresentação da diretora executiva da Organização Internacional do Café.

Segundo Gláucio de Castro, “essa iniciativa é fundamental para reforçar a sustentabilidade e a origem do café Cerrado Mineiro no mercado italiano, agregando valor ao produto e promovendo o reconhecimento da nossa região.”

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Cerrado Mineiro: Tradição e Excelência na Produção de Café

Com 50 anos de história, a Região do Cerrado Mineiro, que se estende por 55 municípios nas regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas, abriga cerca de 4,5 mil cafeicultores. A região, responsável por 12,7% da produção nacional de café e 25,4% da produção mineira, se destaca por suas características únicas de clima e altitude, que resultam em um café de sabor inconfundível e de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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