AGRONEGÓCIO

Campeões de produtividade no milho inverno 2023 são revelados

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Foram revelados na manhã desta terça-feira (28), em Indaiatuba/SP, os vencedores da 5ª edição do Concurso de Produtividade no Milho, realizado durante o Fórum Getap Inverno 2023. Essa edição contou com 210 inscritos dos quais 129 foram auditados e concorreram em duas categorias: cultivo irrigado e sequeiro. No total, agricultores de nove estados participaram (MA, BA, MT, MS, GO, MG, SP, PR, SC) que juntos representam quase 90% da área plantada de milho inverno no Brasil.

Na categoria milho sequeiro, o primeiro colocado foi Adalberto Ceretta, de Campos de Júlio/MT que atingiu a expressiva marca de 237,6 sc/ha com o híbrido Agroceres (uma das marcas da Bayer). A segunda colocação ficou com Loacir Tecchio de Tapurah/MT, que colheu 236,7 sc/ha, produtor inscrito pela ICL. Já a produtora Maria Fries, de Portelândia/GO, também inscrita pela ICL, chegou à terceira colocação com a produção de 231,3 sc/ha.

Na categoria milho irrigado o grande destaque foi o agricultor João Cornélio Michels, de Buritis/MG, que alcançou o tricampeonato com a colheita de 214,6 sc/ha. Ele, que desde 2021 é o produtor vencedor na categoria, utilizou o híbrido Agroceres. O segundo colocado foi Mitsuru Okubo, de Araguari/MG com a marca de 207,0 sc/ha, inscrito pela Protec. Finaliza o pódio, Decio Lopes de Presidente Olegário/MG que atingiu a terceira colocação, produzindo 184,1 sc/ha também inscrito pela Protec.

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Mais premiados

O concurso reconheceu ainda agricultores que tiveram alta performance e se destacaram em suas respectivas regiões. Em Mato Grosso do Sul, Guenter Duch, do município de Chapadão do Sul, despontou com 220,9 sc/ha, com o híbrido Agroeste (uma das marcas da Bayer). Na Bahia foi a vez de Diego Santana, de Paripiranga, que colheu 208,4 sc/ha, (Mais Milho). No Paraná, o destaque veio da pequena cidade de Quarto Centenário, com o agricultor Mauro Carlucci, que produziu 186,8 sc/ha (Agroceres).

No Maranhão, a Sierentz Agro Brasil LTDA, de Balsas atingiu a marca de 186,1 sc/ha (Ihara). Em São Paulo, Leomir Baldissera, de Capão Bonito produziu 177,1 sc/ha (ICL), enquanto o produtor Guilherme Guimarães, de Ituporanga, foi o destaque de Santa Catarina colhendo 166,9 sc/ha (Agroceres).

Auditoria

Todas as áreas dos produtores inscritos foram auditadas pela equipe técnica do Grupo Somar, que tem ampla experiência neste mercado. Alguns indicadores chave de produção foram analisados durante a auditoria, entre eles: produtividade e população obtida, número e peso de grãos por espiga. Para finalizar o processo, os participantes recebem um relatório técnico completo, produzido pela equipe do Getap (Grupo Tático de Aumento de Produtividade), podendo comparar o seu desempenho com as médias dos demais produtores participantes.

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O Getap é uma iniciativa que busca reunir especialistas do agronegócio para discutir temas relevantes e disseminar conhecimento e boas práticas no manejo da cultura do milho, com o objetivo de aumentar a produtividade e, consequentemente, a produção da cultura no Brasil. Para isso, é promovido o concurso, onde a indústria e a cadeia do agronegócio se reúnem para premiar produtores com os mais altos níveis de produtividade, alinhando isso à rentabilidade, tecnologia e sustentabilidade.

De acordo com Anderson Galvão, curador do Getap, os resultados desta 5ª edição do Concurso de Produtividade no Milho mostram o bom trabalho feito no campo pelos agricultores. “Gradativamente o projeto começa a dar evidência da importância da necessidade do crescimento e da melhoria da produtividade do milho no Brasil. Embora produtores de alta performance, como esses auditados pelo Getap, dão o caminho, ainda entendemos que há espaço para que as tecnologias agrícolas e as práticas agronômicas se tornem cada vez mais comuns nas diferentes regiões de produção no Brasil”, finaliza.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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