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Produção de soja é revisada para baixo, mas Brasil mantém recorde histórico; milho avança com bom desempenho da safrinha

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StoneX revisa produção de soja após impactos climáticos no Sul

A consultoria StoneX, referência em análises do agronegócio global, reduziu em 2,1% sua projeção para a produção brasileira de soja na safra 2025/26, agora estimada em 177,8 milhões de toneladas. Apesar do corte, o volume segue como recorde histórico nacional, confirmando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.

Segundo a analista de Inteligência de Mercado Ana Luiza Lodi, as revisões foram motivadas por problemas climáticos concentrados no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul, onde o excesso e a irregularidade das chuvas prejudicaram o desenvolvimento das lavouras.

“Apesar de ainda ser uma safra recorde, as condições de clima afetaram as produtividades, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as precipitações chegaram tarde e de forma desigual”, explica Lodi.

A produtividade média no estado gaúcho caiu 11,8%, com expectativa abaixo de 3 toneladas por hectare, segundo a consultoria. O avanço da colheita nas próximas semanas ainda pode resultar em novos ajustes negativos para o ciclo atual.

Estoques de soja são reduzidos para 4,6 milhões de toneladas

Com a menor oferta, a StoneX manteve inalteradas as estimativas de consumo interno (65 milhões de toneladas) e de exportações (112 milhões de toneladas). Entretanto, os estoques finais foram revisados para 4,6 milhões de toneladas, refletindo o aperto na disponibilidade do grão no mercado doméstico.

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A consultoria ressalta que o ritmo de compras da China e as condições de demanda global serão determinantes para o comportamento dos preços nos próximos meses.

Milho: produção cresce e safrinha mostra desempenho positivo

Enquanto a soja enfrenta desafios climáticos, o milho apresenta cenário mais favorável. A StoneX revisou para cima a produção total do cereal na safra 2025/26, que deve atingir 136 milhões de toneladas, ante 135,5 milhões no mês anterior.

A primeira safra foi estimada em 26,8 milhões de toneladas, impulsionada pela melhora nas lavouras do Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas favoreceram o ciclo mais precoce do cereal.

“O milho gaúcho se beneficiou de um regime de chuvas mais equilibrado. As fases críticas de desenvolvimento não coincidiram com os períodos de seca enfrentados pela soja”, explica o analista Raphael Bulascoschi, da StoneX.

Com isso, o estado pode se tornar o maior produtor de milho verão do país, superando Minas Gerais, com mais de 5 milhões de toneladas previstas.

Safrinha avança com ritmo acelerado em Mato Grosso

A segunda safra de milho (safrinha) também teve projeção ampliada em 0,3%, alcançando 106,7 milhões de toneladas. O aumento está diretamente ligado à melhora do ritmo de plantio em Mato Grosso, onde o avanço das máquinas e a boa umidade do solo favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras.

“A evolução recente do plantio reduziu parte dos riscos e trouxe maior confiança para o desempenho da safrinha, embora ainda dependa das chuvas de abril”, pontua Bulascoschi.

Com a terceira safra estimada em 2,5 milhões de toneladas, o país consolida uma perspectiva de produção total robusta, mesmo diante das incertezas climáticas regionais.

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Oferta e demanda: consumo doméstico segue firme e exportações mantidas

A StoneX manteve inalteradas as projeções para o balanço de oferta e demanda de milho no ciclo 2025/26. O consumo interno permanece estimado em 65 milhões de toneladas, enquanto as exportações da safra 2024/25 seguem projetadas em 41,6 milhões de toneladas.

Apesar do leve aumento na produção, os estoques finais devem recuar, acompanhando a tendência de crescimento do uso interno para ração e bioenergia.

Perspectivas: Brasil mantém liderança global nas duas culturas

Mesmo com ajustes pontuais nas estimativas, o Brasil continua líder mundial na produção e exportação de soja e milho. A expectativa é de que os bons resultados da safrinha e a demanda internacional aquecida sustentem o desempenho positivo do agronegócio brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua no Brasil e exterior com expectativa de safra forte, mas mercado inicia dia com sinais mistos entre arábica e robusta

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O mercado do café vive um momento de transição, marcado pela pressão da expectativa de uma boa safra brasileira no ciclo 2026/27 e por movimentos divergentes nas bolsas internacionais. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda no Brasil e no exterior, embora fatores como estoques reduzidos e tensões geopolíticas tenham limitado perdas mais intensas.

Ao mesmo tempo, nesta quarta-feira (06), o mercado inicia o dia com comportamento misto: o arábica recua na Bolsa de Nova York (ICE Futures), enquanto o robusta apresenta valorização em Londres, refletindo um cenário ainda volátil e sensível a ajustes de oferta e demanda.

Expectativa de safra brasileira pressiona preços do café em abril

De acordo com o Cepea, o principal fator de pressão sobre as cotações foi o otimismo em relação à oferta global de café no ciclo 2026/27, impulsionado pelas projeções de uma safra favorável no Brasil. Esse cenário aumentou a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

Apesar disso, as quedas foram parcialmente contidas pelos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que ainda afetam o fluxo comercial entre países produtores e consumidores.

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Arábica registra queda expressiva no mês

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou abril com média de R$ 1.811,87 por saca de 60 kg, recuo de 5,3% frente a março. Em comparação com abril de 2025, a queda chega a 26,8% em termos reais.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 525 pontos no mês, reforçando a tendência de pressão vinda da expectativa de maior oferta brasileira com o avanço da colheita.

Robusta também recua, mas em ritmo diferente

O robusta acompanhou o movimento de queda, porém com intensidade maior. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril, recuo de 10,3% em relação a março e de 40,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Mercado inicia maio com comportamento misto nas bolsas internacionais

Na abertura desta quarta-feira, o mercado do café apresenta direções opostas entre os contratos.

Na Bolsa de Nova York, o arábica opera em leve queda em diferentes vencimentos, refletindo a continuidade da pressão da safra brasileira e ajustes técnicos após o recuo de abril.

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Já na Bolsa de Londres, o robusta registra valorização, com alta em todos os principais contratos, sustentado por movimentos de curto prazo e ajustes de posições dos investidores.

Safra brasileira e clima mantêm atenção do mercado

No Brasil, o mercado físico segue com negociações lentas. Embora haja melhora pontual nas ofertas por parte dos compradores, produtores ainda demonstram cautela, aguardando definições mais claras sobre preços internacionais e variações cambiais.

No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras. Predomina o tempo seco nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, com variações de temperatura entre madrugadas frias e tardes quentes. Há previsão de chuvas pontuais em áreas do Espírito Santo e sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias, sem indicativos de risco de geadas.

Cenário do café segue sensível e volátil

O conjunto de fatores reforça um mercado de café ainda instável, no qual a expectativa de maior oferta global pressiona as cotações, enquanto fatores técnicos e climáticos ajudam a sustentar parte dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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