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Prefeitura de Cuiabá mantém 33 unidades de saúde abertas no horário de almoço

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou a política de ampliação do acesso à atenção primária e passou a garantir atendimento ininterrupto em 33 unidades de saúde que funcionam também no horário de almoço. A estratégia tem como foco principal atender trabalhadores e cidadãos que não conseguem buscar os serviços durante o horário convencional.

A medida integra um conjunto de ações voltadas à qualificação da rede básica, que hoje conta com 72 unidades de saúde e 148 equipes de Saúde da Família (ESF), distribuídas em todas as regiões da capital, incluindo bairros periféricos e comunidades da zona rural. O objetivo é assegurar cobertura territorial, atendimento contínuo e fortalecimento das ações preventivas.

Com o funcionamento sem interrupção no período do meio-dia, as unidades mantêm a oferta de consultas médicas, vacinação, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, pré-natal, atendimentos de enfermagem e demais serviços essenciais. A iniciativa também contribui para reduzir a sobrecarga nos horários de pico e melhorar o fluxo de atendimento nas unidades.

A distribuição das unidades com atendimento no horário de almoço abrange todas as regionais. Na região Sul, estão contempladas as unidades Parque Cuiabá, Parque Atalaia, São Gonçalo, Coxipó I e II, Parque Ohara, Tijucal, Jardim Industriário, Pedra 90 CAIC (I, II e III), Jardim Fortaleza/Santa Laura e Jardim Passaredo, áreas com alta densidade populacional e grande demanda por serviços de saúde.

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Na região Oeste, o atendimento contínuo é realizado nas unidades dos bairros Sucuri, Ribeirão da Ponte, Despraiado, Novo Terceiro e Jardim Independência, ampliando o acesso em áreas estratégicas da cidade.

Já na região Norte, a população conta com o funcionamento no horário de almoço na Clínica da Família CPA I, uma das maiores estruturas da rede, além das unidades CPA III, CPA IV, Jardim Vitória I, Paiaguás e Ilza Terezinha Picolli.

Na região Leste, a medida contempla as unidades Grande Terceiro, Lixeira/Baú, Dom Aquino, Campo Velho, Pico do Amor, Jardim Imperial, Bela Vista/Carumbé, Terra Nova/Canjica, Eldorado, Praeiro e Areão, garantindo capilaridade e presença dos serviços em bairros tradicionais e de grande circulação.

A zona rural também é atendida com a inclusão da unidade de Nossa Senhora da Guia, assegurando assistência à população que vive fora do perímetro urbano.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a iniciativa reforça o compromisso da gestão em tornar o serviço público mais acessível e resolutivo.
“A saúde precisa estar disponível quando o cidadão pode buscar atendimento. Manter as unidades abertas no horário de almoço é uma forma de garantir mais acesso, acolhimento e continuidade do cuidado, especialmente para quem trabalha durante o dia e tem dificuldade de ir até uma unidade em horário convencional. Estamos organizando a rede para atender melhor, com mais eficiência e proximidade da população”, destacou.

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Além do atendimento no horário de almoço, a rede municipal também conta com 28 unidades em horário estendido, que funcionam até as 19h ou 21h, ampliando ainda mais as possibilidades de acesso aos serviços de saúde.

Com a descentralização dos atendimentos, a ampliação dos horários e o fortalecimento das equipes de Saúde da Família, a Prefeitura de Cuiabá avança na consolidação de uma rede mais eficiente, humanizada e próxima da realidade da população, garantindo cuidado contínuo e melhor qualidade de vida aos cuiabanos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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