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Produção de Grãos de Verão Deve Aumentar 16,91% no Rio Grande do Sul, Estima Emater/RS-Ascar

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A Emater/RS-Ascar divulgou uma projeção otimista para a Safra de Verão 2024/2025, estimando uma produção de 35,07 milhões de toneladas de grãos, o que representa um crescimento de 16,91% em relação à safra anterior, que atingiu 29,99 milhões de toneladas. A área cultivada também apresentou expansão, registrando um aumento de 1,09%, totalizando 8,53 milhões de hectares, comparados aos 8,44 milhões de hectares do ciclo anterior.

A estimativa inicial foi apresentada na manhã desta terça-feira (27/08) durante a 47ª Expointer, realizada no Espaço da Emater/RS-Ascar, em Esteio. O evento contou com a presença de extensionistas, representantes de entidades parceiras, a Diretoria da instituição e autoridades estaduais, incluindo os secretários Vilson Covatti, do Desenvolvimento Rural (SDR), e Clair Kuhn, da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que representou o governador Eduardo Leite.

Condições Climáticas Favoráveis

De acordo com Flávio Varone, meteorologista e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alerta Climático da Seapi, as condições climáticas para os próximos meses indicam um cenário promissor. Segundo Varone, “teremos um evento climático similar ao La Niña, porém de fraca intensidade e curta duração, resultando em um quadro praticamente de normalidade”.

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Destaques da Produção

O diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, apresentou os números iniciais da safra. A soja, principal cultura do Estado, tem uma produção estimada em 21,65 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18,59% em relação à safra passada, que produziu 18,25 milhões de toneladas. A área plantada de 6,81 milhões de hectares também cresceu, com um acréscimo de 1,54% em comparação ao ciclo anterior.

O milho, outra cultura significativa, deve alcançar 5,32 milhões de toneladas, um aumento de 18,35% em relação ao ciclo passado, quando foram produzidas 4,5 milhões de toneladas. No entanto, a área destinada ao cultivo de milho reduziu-se em 7,47%, totalizando 748 mil hectares.

A produção de feijão primeira safra se destaca com o maior crescimento percentual, estimado em 26,86%. A previsão é de 51,6 mil toneladas, comparadas às 40,68 mil toneladas da safra anterior. A área plantada também cresceu, chegando a 28,89 mil hectares, 4,55% acima dos 27,63 mil hectares do ano passado.

Para a cultura do arroz, espera-se um aumento de 11,69% na produção, com uma estimativa de 8,04 milhões de toneladas, contra as 7,19 milhões de toneladas colhidas na safra passada. A área de cultivo, conforme dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), deve crescer 5,35%, atingindo 948,35 mil hectares.

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Essas estimativas são baseadas em tendências observadas nas produtividades médias municipais dos últimos anos. Os detalhes completos da apresentação estão disponíveis no site da Emater/RS-Ascar.

Resiliência e Credibilidade

Durante a apresentação, o secretário Covatti destacou a importância da agricultura para a reconstrução econômica do Rio Grande do Sul, mencionando o Pavilhão da Agricultura Familiar como exemplo de superação, impulsionado pela presença de mulheres e jovens empreendedores. “A agricultura gera retorno imediato, e o que vemos aqui é animador”, afirmou.

Por sua vez, o secretário Clair Kuhn ressaltou a resiliência do trabalho da Emater/RS-Ascar, especialmente no apoio prestado aos agricultores durante momentos difíceis, como as enchentes recentes. Mara Helena Saalfeld, presidente da Emater/RS, enfatizou a credibilidade construída pelos extensionistas no atendimento às famílias rurais e na análise criteriosa do desenvolvimento das culturas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

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O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

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A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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