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Produção de Arroz de Verão da Índia Deve Alcançar Recorde de 120 Milhões de Toneladas

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A produção de arroz de verão da Índia, que representa a maior parte da produção anual do país, deverá atingir um recorde histórico de 120 milhões de toneladas métricas na safra de 2024/25, segundo a primeira estimativa do Ministério da Agricultura. A produção de arroz na safra anterior (2023/2024) foi de 113,3 milhões de toneladas métricas, com uma queda na produção devido às chuvas de monção irregulares, em grande parte causadas pelo padrão climático El Niño.

No entanto, a Índia, maior exportadora mundial de arroz, tem experimentado uma temporada de monções mais favorável neste ano, o que impulsionou as perspectivas de safra. Para garantir o abastecimento interno do produto a preços acessíveis, o país flexibilizou as restrições de exportação que haviam sido impostas no ano passado, quando as condições climáticas desfavoráveis afetaram a produção.

A previsão é de que a produção total de grãos semeados no verão alcance 164,7 milhões de toneladas métricas na safra 2024/2025, que começou em julho. Esse número representa um aumento em relação aos 155,8 milhões de toneladas métricas produzidos no ciclo anterior.

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Aumento na Produção de Sementes Oleaginosas e Outros Grãos

A produção de sementes oleaginosas também deve registrar um aumento, com a expectativa de 25,7 milhões de toneladas métricas para 2024/2025, contra 24,2 milhões de toneladas na safra anterior. A soja, principal cultura de verão, deverá ser responsável por uma produção de 13,4 milhões de toneladas métricas, um leve aumento em relação aos 13,1 milhões de toneladas da temporada passada. O aumento na produção de sementes oleaginosas pode ajudar a Índia a reduzir suas importações de óleo vegetal, uma necessidade crescente no país, que atualmente importa cerca de dois terços de sua demanda de óleo de palma, soja e girassol.

A produção de milho também deve crescer, com uma previsão de 24,5 milhões de toneladas métricas de milho semeado no verão, acima das 22,2 milhões de toneladas métricas da safra anterior. Esse aumento é impulsionado por iniciativas governamentais para expandir a produção de etanol à base de milho, o que levou a Índia a se tornar um importador líquido de milho pela primeira vez em décadas.

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Produção de Cana-de-Açúcar e Algodão

A produção de cana-de-açúcar está estimada em 439,9 milhões de toneladas métricas, abaixo das 453,2 milhões de toneladas métricas registradas no ano passado, refletindo uma menor produção devido a condições climáticas menos favoráveis. Como resultado, a Índia estendeu a proibição das exportações de açúcar pelo segundo ano consecutivo. Por outro lado, a produção de algodão está projetada para ser de 29,9 milhões de fardos (de 170 kg cada), uma queda em relação aos 32,5 milhões de fardos do ano passado.

Essas projeções de produção destacam um panorama agrícola misto para a Índia, com algumas culturas mostrando forte recuperação enquanto outras enfrentam desafios devido a fatores climáticos e estratégicos de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novas regras do crédito rural ampliam exigências e impulsionam uso de inteligência territorial em bancos no Brasil

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As recentes Resoluções CMN nº 5.267/2025 e nº 5.268/2025 marcam uma nova fase para o crédito rural no Brasil, ao estabelecerem critérios mais rigorosos de monitoramento, rastreabilidade socioambiental e gestão de risco em tempo real. As mudanças reforçam a exigência por tecnologias capazes de acompanhar toda a cadeia produtiva financiada, elevando o nível de controle exigido das instituições financeiras.

O novo arcabouço regulatório, definido pelo Banco Central do Brasil, amplia a responsabilidade dos bancos e cooperativas de crédito, que passam a precisar de ferramentas digitais avançadas para validação contínua das operações rurais, desde a concessão até a execução do financiamento.

Monitoramento contínuo e critérios socioambientais mais rigorosos

A Resolução CMN nº 5.267/2025 estabelece uma camada operacional mais robusta para o crédito rural, exigindo monitoramento contínuo das operações ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo envolve o uso de sensoriamento remoto, imagens de satélite e análise de risco para acompanhamento das áreas financiadas.

Já a Resolução CMN nº 5.268/2025 amplia os critérios socioambientais e climáticos, podendo restringir ou até impedir o acesso ao crédito em casos de não conformidade com requisitos ambientais e de sustentabilidade.

Na prática, as novas regras exigem que instituições financeiras adotem soluções capazes de integrar inteligência territorial, análise socioambiental, validação documental e gestão de risco em uma única estrutura tecnológica.

Tecnologia passa a ser pilar estratégico do crédito rural

Com o avanço das exigências regulatórias, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser elemento central para a concessão e acompanhamento do crédito rural no país. O setor financeiro agora precisa comprovar, de forma contínua, a conformidade das operações financiadas.

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Nesse contexto, a Agrotools se destaca como uma das principais fornecedoras de soluções de inteligência territorial para o agronegócio corporativo. A empresa atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de plataformas digitais voltadas à análise de dados geoespaciais e monitoramento de ativos rurais.

Segundo a companhia, suas soluções auxiliam bancos e instituições financeiras a se adequarem às novas exigências do Banco Central, com maior segurança, eficiência operacional e capacidade de análise baseada em dados.

Regulação aproxima Brasil de padrões internacionais de ESG

De acordo com Rodolpho Mittelstaedt, gerente comercial da Agrotools, as novas resoluções representam uma mudança estrutural no sistema de crédito rural brasileiro, aproximando o país de padrões internacionais de governança, rastreabilidade e conformidade ESG.

“As duas resoluções juntas representam uma alteração estrutural no agro brasileiro. O efeito prático deve ser um aumento da digitalização, da necessidade de documentação organizada e da pressão ainda maior por sustentabilidade dentro da cadeia agropecuária”, afirma.

O especialista destaca ainda que a exigência de validação por sensoriamento remoto ao longo de todo o ciclo do crédito reforça a necessidade de comprovação técnica das operações financiadas.

Plataforma transforma dados territoriais em análise de risco em tempo real

Um dos principais produtos da empresa é o “Monitor de Safras”, plataforma que utiliza imagens de satélite, séries temporais e cruzamento de dados para validar informações como plantio, cultura implantada, evolução da lavoura e compatibilidade entre área financiada e área efetivamente cultivada.

A solução permite que instituições financeiras realizem o monitoramento de grandes carteiras de crédito de forma automatizada, reduzindo a dependência de inspeções presenciais e diminuindo riscos regulatórios.

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Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Monitoramento contínuo da carteira de crédito rural
  • Geração de laudos auditáveis e rastreáveis
  • Metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável)
  • Rastreabilidade por operação financiada
  • Cobertura de culturas agrícolas e integração com pecuária
  • Integração com sistemas bancários via API
  • Análise automatizada e resposta quase em tempo real

A plataforma opera por meio de uma interface web baseada em API. As instituições financeiras inserem os dados das operações de crédito rural, que são processados e cruzados com bases territoriais, algoritmos proprietários, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O resultado é uma análise rápida e automatizada, capaz de indicar se a operação atende ou não aos critérios regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Segundo a empresa, o sistema fornece relatórios detalhados em tempo quase real, permitindo maior agilidade na tomada de decisão e garantindo conformidade com as normas vigentes.

Bancos já utilizam inteligência territorial na gestão de crédito

Atualmente, instituições como Itaú, Bradesco, Sicoob, Cresol e Rabobank já utilizam soluções da Agrotools para aprimorar suas análises de crédito rural.

Com a adoção dessas ferramentas, os bancos conseguem automatizar critérios ESG, aumentar a precisão das avaliações e reforçar a conformidade regulatória exigida pelo Banco Central, consolidando um novo padrão de gestão de risco no financiamento ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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